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Como quase ninguém usa as ciclofaixas de Haddad, querem pagar para que ciclistas as usem

Projeto já foi aprovado em primeira votação na Câmara.

É mole? Quando a prefeitura de São Paulo resolveu estreitar as ruas de São Paulo para liberar uma faixa exclusiva aos ciclistas, a principal crítica apontava a baixíssima demanda por esse meio de transporte. Ora, se tratava de um recurso que, no calor, entregava o usuário suando bicas no destino, na chuva, entregava-o molhado, no frio, entregava-o doente, tudo isso numa cidade serrana tomada por ladeiras.

Ainda assim, a gestão Haddad ignorou todos os alertas e saiu riscando de vermelho as ruas da capital. Alegava que havia uma “demanda reprimida” que venceria a “repressão” quando as ciclofaixas se concretizassem.

Bom… Elas se concretizaram. Mas, exceto por trechos mais turísticos, como a avenida Paulista, continuam extremamente subutilizadas.

O que faz agora a Câmara de Vereadores: vai cancelar o projeto? Vai transformar as ciclofaixas em estacionamento e melhorar as contas públicas com Zona Azul? Vai transformar as ciclofaixas e corredores para motos? Não. Quer pagar para que os ciclistas as utilizem.

O projeto do vereador José Police Neto (PSD) quer dar R$ 50,00 por mês para quem se dispuser a trabalhar de bicicleta pelo menos três vezes por semana. Haveria ainda um bônus por quilômetro rodado. A intenção do “Bike SP” é que este valor seja utilizado na manutenção ou compra de equipamento. E tudo sairia integralmente da prefeitura. Ou seja… Dos impostos pagos pelo paulistano.

Mas não só ciclistas seriam beneficiados com a graça pública. Caso as empresas que os empregam tenham estacionamento para bicicletas e vestiários com chuveiros – como se incentiva um meio de transporte que a pessoa precisa se lavar ao sair dele em uma cidade saindo da crise hídrica?! –, os empresários poderão deduzir até 20% do IPTU. Ou seja… Mais uma vez se tira impostos dos menos necessitados para dar aos que já têm condições.

Na primeira votação, o projeto foi aprovado na Câmara. Precisa passar ainda por uma segunda antes de o projeto ser sancionado por Haddad.

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