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Contra erro do “bilhete mensal”, Haddad tira recursos de mananciais, habitação e drenagem

Foto: Henrique Boney

Como se fosse uma desculpa aceitável, o prefeito argumenta que o Bilhete Único Mensal consumiu todo o subsídio separado para manter a passagem em R$ 3,50.

Umas das máximas que a esquerda costuma ignorar é a de que não existe almoço grátis. Da mesma forma, não existe “bilhete único mensal” grátis. Se o formato oferece desconto a uma determinada fatia de usuários, na outra ponta alguém precisará arcar com a diferença.

O prefeito de São Paulo argumentou que a demanda de meio milhão de usuários pelo novo modelo surpreendeu as expectativas, consumindo todo o subsídio de R$ 1,4 bilhão separado para manter a passagem de ônibus em R$ 3,50 este ano.

Com um calote nas empresas de ônibus que já chegava a R$ 90 milhões, Haddad precisou tirar de onde não tinha para garantir que a cidade teria transporte público até o final do ano. Resultado? Transferiu R$ 144 milhões de setores que atenderiam os mananciais da cidade, a urbanização de favelas, o controle de cheias e a construção de habitações. A desculpa é de que tais valores estavam parados aguardando burocracia federal.

Não, de fato nunca foi pelos 20 centavos. É pelo uso bem planejado do dinheiro do cidadão que banca a administração pública com trabalho e impostos. É pelo respeito aos estudos antes de tomar decisões que impactem a vida de ao menos 11 milhões de habitantes. É pelo respeito à lógica. Pelos 20 centavos? Não, nunca foi.

Foto: Henrique Boney

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