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Delator disse que metade dos R$ 100 milhões doados ao PT eram propina

Recursos foram viabilizados pela Andrade Gutierrez entre 2009 e 2014

Otávio Azevedo disse em delação premiada que cerca de R$ 40 milhões dos R$ 94 milhões doados pela Andrade Gutierrez ao PT, entre 2009 a 2014, eram propina do governo federal, como contratos da Petrobras, de estádios da copa, entre outros. Mas há chances de o desvio ter sido maior. De acordo com Azevedo, o valor é estimado, “podendo ter ficado entre R$ 38 milhões e R$ 48 milhões”.

O ex-diretor da Andrade Gutierrez afirma ainda que Paulo Ferreira, tesoureiro do PT na época, exigiu pagamento de propina de 1% sobre todos as contratos federais da empreiteira, presentes e futuros, inclusive os retroativos a partir de 2003. Outros executivos da Andrade também fizeram acordo de delação premiada e apontam João Vaccari como o cobrador ativo das propinas, com visitas registradas à sede da empresa em São Paulo.

Em 2014, a Andrade Gutierrez foi a segunda maior doadora de campanhas e partidos, tendo sido o PT o partido mais beneficiado com R$ 39,3 milhões dos R$ 93,6 milhões repassados. Entre 2008 e 2014,a empresa doou R$ 292,5 milhões para todos os partidos: o PT recebeu 31% dessa valor; o PSDB, 24% e o PMDB 21%. A empreiteira vai pagar R$ 1 bilhão pelo envolvimento em fraudes em contratos públicos, maior acordo de leniência já feito na Lava Jato.

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