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Delator diz que o PT comprou Maluf forçando o 2º turno com Serra e Marta

Ao todo, para dividir os votos dos que não queriam a reeleição da petista, a transação envolveu R$ 26 milhões ao PP

O caso teria ocorrido nas eleições de 2004 para a prefeitura de São Paulo. Segundo Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP, em delação premiada para a operação Lava Jato, o PT bancou em R$ 26 milhões a candidatura de Paulo Maluf, forçando, assim, um segundo turno entre Marta Suplicy (então candidata petista) e José Serra, que sairia vencedor pelo PSDB.

Deste montante, R$ 6 milhões foram para o próprio PP, e outros R$ 20 milhões pararam no bolso de Maluf, tudo no caixa dois.

De fato, pelo resultado do primeiro turno, caso fossem somados os votos de Serra e Maluf, a disputa seria concluída sem necessidade de segundo turno. E a votação final do tucano equivale a 97,3% dessa soma, fortalecendo a tese de que, para evitar a reeleição da petista, o eleitorado se dividiu na primeira etapa da disputa.

Em 2016, Marta deve voltar a disputar a prefeitura de São Paulo, dessa vez pelo PMDB.

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