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Delator esclarece que doações oficiais vinculadas à propina do Petrolão eram feitas ao PT

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

“Foram 3,921 milhões de reais em espécie pagas a Vaccari. Não são doações oficiais, são caixa dois.”

Nas manchetes mais recentes, a imprensa ressalta uma negativa dada por Ricardo Pessoa sobre a relação entre doações de campanha e propina. Nas palavras do dono da UTC, “na época de campanha, as contribuições de campanha não tinham nada a ver com propina, eram contribuições de campanha mesmo“. Mas completa em seguida:

“O restante, não. Era como se pagava a comissão da propina da Petrobras. A grande maioria era contribuições para o PT. Não tinha campanha eleitoral.”

Em tese, Dilma se safa nessa versão, pois a defesa petista insiste que o dinheiro usado na campanha era oriundo de doações legais. Mas outro trecho do depoimento de Ricardo Pessoa transforma tudo em caixa dois, o que não garante vaga no céu para a presidente.

“Foram 3,921 milhões de reais em espécie pagas a Vaccari. Não são doações oficiais, são caixa dois. Me recordo de 15,510 milhões de reais [em propina para o PT], mas pode ser que tinha outras obras que somem até 20 [milhões de reais]. Deve ser 15 [milhões de reais] mais 3 [milhões de reais]. A maior parte paguei por doações oficiais”

É um depoimento confuso que talvez esteja tentando guiar os investigadores por algum caminho mais conveniente aos defensores. Mas a Lava Jato já deu seguidas provas de que sabe contornar história mal contadas como essa.

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