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Depois do vexame, a desgraça

Pela primeira vez na história democrática do Brasil, um governo envia ao Congresso peça orçamentária com rombo. Depois do vergonhoso sinal de incompetência, vem a calamidade: a revisão inclui um novo imposto.

pedalando

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Às vezes parece que a própria Dilma já jogou a toalha. Só isso explicaria o tanto de auto-sabotagem somada à mais profunda incompetência. Chega a ser inacreditável imaginar que algo assim aconteça sem que seja algo deliberado. Em primeiro lugar, o orçamento com rombo, algo suficientemente inaceitável. Agora, um “remendo” que prevê a criação de novo tributo, isso em um momento de crise econômica e desemprego.

A seguir, trechos de reportagem da Isto É, com conteúdo da Agência Estado:

“A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 2, que enviará um adendo ao Congresso para modificar a proposta orçamentária de 2016. “Nós não fugiremos às nossas responsabilidades”, disse ela, após os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), terem acusado o Planalto de transferir para o Congresso o ônus do rombo nas contas públicas. O Orçamento enviado ao Legislativo prevê um inédito déficit de R$ 30,5 bilhões. “Nós não fugiremos às nossas responsabilidades de propor a solução ao problema. O que nós queremos, porque vivemos num país democrático, é construir essa alternativa, não transferindo a responsabilidade a ninguém, porque ela sempre será nossa”, afirmou Dilma. A solução deverá vir numa forma de taxas ou impostos destinados a custear prioritariamente a área da saúde. Dois dias após desistir de incluir na proposta do Orçamento uma nova CPMF, o governo estuda nos bastidores uma forma de recriar o imposto do cheque com novo formato. A estratégia é que um deputado ou senador governista apresente mais adiante um projeto de lei para ressuscitar a CPMF, mas associe alguma “bondade” ao novo tributo. (grifos nossos)

Primeiro, a incompetência vergonhosa; agora, a desgraça sobre todos nós.

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