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Dilma premia Requião e Roberto Amaral com emprego milionário

Empregos em conselhos de estatais rendem mais de R$20 mil por mês para que compareçam a apenas 6 reuniões por ano

Sacodedinheiro2O blogueiro e colunista de O Globo Ricardo Noblat, em sua coluna de hoje, explica como a presidente Dilma premiou dois aliados na última campanha presidencial com empregos que podem render, em um ano, mais de um milhão de reais. Vejam os trechos abaixo:

Maurício, psicólogo, professor, é irmão do senador Roberto Requião (PMDB-PR). Em 2008, quando governava seu Estado, Requião nomeou Maurício conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

O emprego era vitalício. Maurício ganharia R$ 26 mil mensais e teria  direito a auxílio-moradia no valor de R$ 4,3 mil, carro com motorista e gasolina, além de outros benefícios.

O sonho de Maurício não durou muito. Acabou afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sua nomeação feriu a lei que proíbe o nepotismo – o emprego de parentes de primeiro grau.

Dilma deve muitos favores ao senador Requião. No ano passado, ele se candidatou ao governo e apoiou a reeleição dela. No Senado, ajudou-a a aprovar o nome do jurista Luiz Fachin para vaga no STF.

Roberto Amaral não fica atrás no número de favores que Dilma lhe deve.  E não somente ela. O PT também. E o próprio Lula. Amaral sempre foi um petista (ou lulista) infiltrado no PSB.

Voltou-se a saber de Amaral quando Dilma se elegeu pela primeira vez apoiada pelo PSB de Arraes e do Eduardo Campos. Dilma deu-lhe a mão. E Amaral ganhou uma sinecura. Uma não. Duas.

Amaral tornou-se membro do Conselho de Administração da Itaipu – o mesmo emprego que agora voltará a ocupar. E membro também do Conselho de Administração da Nuclebras

Embolsando por mês algo como R$ 40 mil, Amaral ficou nos dois empregos até o PSB lançar a candidatura de Eduardo a presidente. O partido obrigou-o a devolver os cargos ao governo.

Amaral tudo fizera para demover Eduardo da ideia de sair candidato.  Depois da morte dele na queda de um helicóptero, tudo fez para que o PSB não apoiasse a candidatura de Marina Silva.

No segundo turno, defendeu que o PSB não apoiasse nem Aécio nem Dilma. Mas quando o partido decidiu apoiar Aécio, Amaral lançou uma nota apoiando Dilma e criticando o PSB.

Ele e Maurício Requião ganharão, cada um, R$ 20.804,13 mensais para participar de ao menos seis reuniões anuais do Conselho de Administração de Itaipu, uma a cada dois meses.

Receberão ainda remunerações variáveis como diárias de viagem e bônus por lucro, conforme ocorreu com o ex-conselheiro de Itaipu e ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto.

 

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