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Em biografia autorizada, Sarney confessa o “jogo de apoios” com o PT

Tá na Folha, leiam trecho:

“Em sua biografia autorizada, que será lançada hoje, o senador José Sarney (PMDB-AP) acusa o governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), de ter divulgado um dossiê contra o peemedebista que provocou a crise dos atos secretos no Senado, em 2009 (…) Ao longo do capítulo dedicado à crise dos “atos secretos”, o presidente do Senado se apresenta como vítima de um “processo político” que desencadeou a crise, especialmente por ser na época aliado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma acusação política cruzada com ressentimentos pessoais”, diz ao citar nominalmente os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP) –que na época defenderam o seu afastamento do comando do Senado. Em um dos trechos da biografia, Sarney narra conversa com a então ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), na qual teria colocado como condição para renunciar ao cargo o seu apoio político. “Se o governo acha, se o PT acha que eu devo sair, deixo de ter sustentação política e não estou apegado ao cargo. Não tenho motivo nenhum para renunciar, a não ser que o PT ache que eu sou mau apoio ao governo e, comigo, o PMDB“, afirma…” (grifos nossos)

Comentário
A síntese é primorosa: “se acham que devo sair, deixo de ter sustentação política…não tenho motivo para renunciar, a não ser que o PT ache que sou mau apoio ao governo e, comigo, o PMDB”. Sarney não saiu. Sarney foi apoiado expressamente por Lula e Dilma. Sarney foi também um aliado nas eleições de 2010 e, consigo, o PMDB.

Não que alguém pudesse ter alguma dúvida, mas agora isso está REGISTRADO NUMA BIOGRAFIA AUTORIZADA.

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