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Em evento no Planalto, Dilma abre espaço até para incitação à violência

Representante de “trabalhadores na agricultura” ameaçou invadir propriedades e gabinetes de parlamentares favoráveis ao impeachment

A pretexto de assinar decretos liberando terras para reforma agrária e comunidades quilombolas, a presidente Dilma Rousseff reuniu militantes e representantes dos ditos “movimentos sociais” que apoiam o governo para transformar novamente o Palácio do Planalto em palanque contra o impeachment nesta sexta (01). A cerimônia contou com discursos contra o “golpe”, acusações ao presidente da Câmara e até mesmo incitação a crimes contra parlamentares contrários ao governo, nas palavras de Aristides Santos, secretário de finanças da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura):

“Vamos ocupar as propriedades deles, as casas deles no campo. Vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles. Se eles são capazes de incomodar um ministro do Supremo Tribunal Federal, vamos incomodar as casas deles, as fazendas e as propriedades deles. Vai ter reforma agrária, vai ter luta e não vai ter golpe”

Se a “reforma agrária” é o que motiva a “luta” de Aristides Santos, ele escolheu o adversário errado. Talvez o representante dos trabalhadores na agricultura não saiba, mas Dilma foi a presidente que menos fez reforma agrária nos últimos 20 anos. O governo não desapropriava terras para este fim desde janeiro de 2015. Mesmo que tenha mudado de ideia repentinamente e passe a fazer o que não fez em 5 anos, ela dificilmente terá tempo de reverter esta marca.

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