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Engenheiro que violou sigilo do caseiro vira secretário de Haddad

Ricardo Schumann assumiu cargo no primeiro escalão do município; em 2006, ele era consultor do presidente da Caixa e foi quem entregou os extratos de Francenildo a ele

SÃO PAULO, SP - 08.11.2013: HADDAD/SANÇÃO/CULTURA/SP - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sanciona projeto de lei para ampliacão do Vai - Programa para Valorização de Iniciativas Culturais, na capital paulista, nesta sexta-feira. Participam do evento o secretário de Cultura, Juca Ferreira, Nabil Bonduki, Elizabete e Daniel Marquez. (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

Notícia da Folha de S. Paulo:

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), alçou ao primeiro escalão de sua equipe um engenheiro que, em 2006, participou da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, episódio que derrubou o então ministro da Fazenda do governo Lula, Antonio Palocci.

Ricardo Schumann assumiu interinamente a Secretaria de Serviços da capital –a segunda maior pasta da administração municipal em volume de contratos– no último dia 16, segundo portaria publicada no “Diário Oficial”.

Ele chefiará a secretaria nas férias do titular, Simão Pedro, até o fim do mês –desde o ano passado o engenheiro trabalha no gabinete de Simão Pedro na prefeitura.

A Secretaria de Serviços é responsável pelos contratos de lixo e iluminação pública, e pelo projeto de implantação de internet grátis em praças.

Schumann foi uma das principais testemunhas da quebra de sigilo de Francenildo. Em 2006, ele era consultor do então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso.

À Polícia Federal, ele confessou ter recebido ordem do ex-chefe para investigar as contas de Francenildo no banco. Ele pediu a uma funcionária de sua confiança que quebrasse o sigilo do caseiro e entregou os extratos de Francenildo para Mattoso.

Na ocasião, a quebra do sigilo do caseiro foi atribuída a um pedido pessoal de Antonio Palocci –o ex-ministro teve acesso ao documento.

Dias antes da violação de sua conta na Caixa, Francenildo disse, em depoimento para a CPI dos Bingos, que Palocci frequentava uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, onde lobistas faziam festas e, supostamente, dividiam propina.

Em 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) inocentou Palocci no caso da violação do sigilo de Francenildo por falta de provas. Schumann não chegou a ser indiciado. A corte decidiu manter o processo contra Mattoso.

Procurada, a Prefeitura de São Paulo não comentou o caso.

(grifos nossos)

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