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Ex-ministro do STF que presidiu o impeachment de Collor concorda que Dilma cometeu crimes

Para o jurista, a denúncia está bem fundamentada e cabe ao Senado confirmar isso.

Em 1992, Sydney Sanches sentava na cadeira que hoje pertence a Ricardo Lewandowski. Na condição de presidente do STF, arbitrou o julgamento do impeachment de Collor no Senado. Em entrevista ao Congresso em Foco, o ex-membro da Suprema Corte concordou que há base jurídica contra Dilma Rousseff.

Assim falou Sanches:

“Não [é golpe]. De forma alguma. É tudo dentro da Constituição. A meu ver, há um crime chamado de crime de responsabilidade que é um ato incompatível com a integridade, a honra ou com o decoro no exercício do cargo. Isso está previsto na lei do impeachment. A Constituição estabelece quais são os crimes de responsabilidade e, no final, atribui à lei a função de discriminar cada um desses crimes. E um deles é a falta de decoro no exercício do mandato.”

Perguntado se houve falta de decoro da “presidenta” (sim, o repórter usou o termo que todo governista adora), respondeu:

“Ato incompatível com a honra, a dignidade ou com o decoro no exercício do mandato. E não deixa de ser uma dessas figuras porque, ao final das contas, aquilo foi uma manobra para aparentar uma situação fiscal e financeira e orçamentária do país que não era real.”

Soa até ridículo que autoridades precisem vir a público dizer o óbvio, mas, com uma presidente tão sem noção, não há outra alternativa ao Brasil. Muito pior seria calar-se diante de tantas mentiras.

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