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Frei Betto, que chamou Lula de “Messias”, agora considera “messianismo” a onda pró-Bolsonaro

Parece um tanto incoerente.

Frei Betto, que foi assessor especial de Lula na Presidência, de 2003 a 2004, tem história na militância de esquerda, sobretudo entre o chamado “catolicismo socialista” (é mole?). Ele já fez críticas ao PT e seus líderes, como as que repete hoje, mas também já fez elogios firmes.

Em 2015, por exemplo, chamou Lula de Messias. No ano passado, a fala foi comentada em artigo assinado pelo teólogo Roberto Pereira Miguel, no Estadão. Segue trecho do que dissera:

Lula ainda é o Messias que, na esperança de muitos, poderia salvar o Brasil do retrocesso, e promover a partilha do pão e do vinho, da comida e da bebida. Dilma, a discípula que deveria dar ouvidos ao Mestre. Temer, o apóstolo que aguarda pacientemente a oportunidade de ocupar o lugar do Mestre. Renan, o discípulo que ora fica ao lado do Mestre, ora de Caifás. E Cunha, o Judas, que se vendeu por 30 dinheiros…” (grifamos)

Hoje, no entanto, resolveu criticar a onda de “messianismo”. Sim, não é piada. Vejam o que disse ao ser entrevistado pela Folha de SP:

“Voltamos à era do messianismo político, a mesma que gerou Hitler e Mussolini”

Coincidentemente, o deputado se chama Jair Messias Bolsonaro, mas seus fãs, embora às vezes contundentes, não o tratam como um “Messias” no sentido religioso. Aliás, como visto, foi o próprio Frei Beto quem o fez, mas sobre Lula.

De todo modo, quanto ao petista, parece que a coisa não anda muito boa, segundo este outro trecho:

“O PT precisa voltar a ter um projeto de Brasil, e não apenas de poder (…) há que se buscar unidade em torno de um programa, não de um suposto salvador da pátria” (gritamos)

A qual messianismo ele se refere, afinal?

Fonte: Folha de SP

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