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Funcionários da Petrobras podem ter salário descontado para cobrir o rombo do Petrolão

Fundo de pensão de funcionários da Petrobras tem grave déficit, agravado pelo uso político e suspeito dos recursos

Assim como já acontece com os funcionários dos Correios, agora é a Petrobras quem se vê obrigada a criar mais descontos na folha de pagamento de seus funcionários para cobrir os prejuízos do fundo de pensão ao qual estão associados. Leiam os trechos desta reportagem de Alexandre Rodrigues em O Globo:

Funcionários e aposentados da Petrobras correm o risco de ter de fazer contribuições extras para cobrir prejuízos do fundo de pensão da estatal, a Fundação Petros, a partir de 2017. É o que indica um relatório elaborado por dois conselheiros independentes da Petros com base nos números de 2014, que ainda não foram divulgados pela entidade. Um dos alvos das investigações da Operação Lava-Jato, a Petros fechou 2014 com o seu principal plano de previdência no vermelho pelo segundo ano consecutivo, com um déficit técnico de R$ 6,2 bilhões, diz o relatório.

A Petros entrou na mira da Lava-Jato depois que o advogado Carlos Alberto Pereira Costa, um dos auxiliares do doleiro Alberto Youssef, disse em delação premiada que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso anteontem, intermediava negócios na Petros e em outros fundos de pensão. O negócio envolvendo Vaccari teria rendido, segundo o advogado, R$ 500 mil em propinas a ex-gerentes da Petros.

O custo da corrupção, pela primeira vez, está sendo diretamente transferido para o salário dos trabalhadores. Enquanto isso, o governo age fortemente nos bastidores e já conseguiu barrar a criação de uma CPI dos Fundos de Pensão, que investigaria o uso político dos recursos das entidades ligadas às estatais Petrobras (Petros), Correios (Postalis), Banco do Brasil (Previ) e Caixa Econômica Federal (Funcef).dilma_petrobras

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