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Gays relatam mortes, torturas e prisões na Chechênia, por ação de governante islâmico

O presidente checheno estaria liderando uma nova onda de perseguição coletiva aos homossexuais.

Foto: James Hill / The New York Times

A Chechênia é governada por Ramzan Kadyrov, muçulmano e ligado ao Kremlim, e, segundo relata correspondente do NYT (repercutido pela Folha de SP), os gays estariam sendo perseguidos em tal país. Não apenas cerceamento de direitos, mas prisões, torturas e até mortes numa operação desse tipo.

Seguem trechos:

“… a punição dirigida e coletiva à comunidade, que começou no mês passado sob o líder tchetcheno pró-Kremlin, Ramzan Kadyrov, é uma nova virada na longa história de abusos aos direitos humanos na região. O jornal de oposição “Novaya Gazeta” relatou a perseguição pela primeira vez, dizendo que pelo menos cem homens tinham sido presos e três mortos na operação. A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch confirmou essa informação A batida foi amplamente condenada por governos ocidentais, pela ONU e grupos de direitos civis. Ativistas na Rússia montaram uma rede clandestina para retirar as vítimas da Tchetchênia e protegê-las de represálias potencialmente violentas de suas famílias e de outros. As vítimas usam nomes falsos em seus afazeres diários (…)

A homossexualidade é tabu na Tchetchênia e nas áreas de maioria muçulmana ao redor, na região do Cáucaso, sul da Rússia.” (grifamos)

É um verdadeiro absurdo que isso aconteça e, mais do que nunca, é preciso lutar pelas liberdades individuais e pelas vidas humanas onde de fato elas são suprimidas e ceifadas.

Fonte: Folha de SP

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