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Gilmar Mendes compara um aspecto eleitoral do Brasil com o nazismo e, creiam, faz sentido

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

A cláusula de barreira precisa voltar ou o Brasil continuará essa bagunça

Gilmar Mendes participou do III Fórum de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil. Na sua fala, defendeu que a ausência de cláusulas de barreira permitiu a Adolf Hitler chegar ao poder. É uma comparação tão forte quanto condenada entre intelectuais, pois se tornou lugar comum usar o nazismo para enfatizar uma crítica destrutiva. Mas Mendes não se equivocou ao usar o tirano alemão no contexto.

Porque o extremista Adolf Hitler chegou ao poder democraticamente pelo Partido Nacional Socialista, ou simplesmente Nazista. Após a Segunda Guerra Mundial, a parte democrática da Europa passou a trabalhar com cláusulas de barreira. Por elas, partidos que não atingissem uma representatividade mínima no parlamento teriam a atuação limitada. A depender da Constituição, o limite mínimo varia de 2% a 5%. Com isso, siglas mais radicais não conseguem ir muito longe, garantindo que vozes mais moderadas comandem o continente.

No Brasil, Mendes nota mais bagunça e corrupção do que extremismo. Mas acerta ao usar o caso alemão como exemplo do estrago que a política atual pode render. Ou o país volta com a cláusula de barreira, ou sabe lá o que acontecerá.

Isso, claro, se o STF no qual Gilmar Mendes vota não fizer novamente as vontades de partidos nanicos de esquerda, como quando há uma década declarou inconstitucional o limite que estava em voga.

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