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Gleisi Hoffmann, que também é ré na Lava Jato, dispara contra Moro: “animador de torcida”

Mas ela não é julgada pela primeira instância, pois tem Foro Privilegiado.

Com um cocar, dias atrás, numa fala em defesa dos povos indígenas.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) subiu o tom contra Sergio Moro. Em discurso na tribuna do Senado, as palavras adotadas foram duras, segundo informa o Congresso em Foco.

Seguem trechos:

“Vossa senhoria é parte, está quase como chefe de torcida, ou melhor, está como chefe de torcida, porque, reiteradamente, tem dito que precisa ir à imprensa, que precisam ser divulgados todos os atos da Operação, todos os atos do Judiciário, para que tenha o apoio da opinião pública. Ora, o seu papel não é buscar apoio da opinião pública, o seu papel é buscar a verdade. Se vossa senhoria precisa inflamar a opinião pública, é porque não tem certeza da verdade, sabe que essa verdade que busca não existe e transforma isso num processo político. É vergonhoso para uma democracia o que nós estamos assistindo nesse processo contra o presidente Lula (…) Por que vossa senhoria gravou um vídeo só dirigido aos apoiadores da Lava Jato? Por que não gravou um vídeo dirigido a todos os cidadãos e cidadãs, à população de Curitiba e do Brasil, fazendo este apelo, para não irem à Curitiba se manifestar?” (grifamos)

O Implicante não possui procuração de Sergio Moro, mas a pergunta do vídeo tem resposta simples: já havia, como os há, atos e eventos marcados por um lado. Caso o juiz se manifesta pedindo para que não ocorressem, seria chamado de fascista para baixo.

Preferiu, e com acerto, alertar ao outro lado, que não tinha atos marcados, para evitar o confronto. Afinal, trata-se de um depoimento e os apoiadores do depoente teriam a “preferência” de ocupar os espaços ou seja lá o que façam (desde que não destruam nada nem prejudiquem a vida dos cidadãos).

No mais, a estratégia parece bem clara: tratar o juiz como “parte”, e, em caso de sentença negativa, dizer que não seria imparcial. Não é uma tática exatamente nova.

Fonte: Congresso em Foco

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