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Governador do Rio teria recebido propina para não investigar a Petrobras

Segundo delator, Francisco Dornelles teria recebido R$ 9 milhões quando senador para melar a CPI da estatal

A delação de Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP, está escancarando o teatro de que a oposição fazia quando dizia fiscalizar o governo de Lula por intermédio de CPIs. Nos relatos apresentados à Lava Jato, o delator explica o quanto foi gasto para a CPI da Petrobras em 2009, mesmo com o Petrolão a todo vapor desviando recursos da estatal, ter dado em nada.

Segundo Corrêa, coube à construtora Queiroz Galvão pagar propina para impedir que as investigações caminhassem. O alvo eram os parlamentares do PP, e Francisco Dornelles, atual governador interino do Rio de Janeiro, teria recebido R$ 9 milhões. Outros R$ 10 milhões foram para o falecido Sérgio Guerra, então senador pelo PSDB.

Ainda de acordo com o delator, parte da grana recebida por Guerra teria sido canalizada para Álvaro Dias, hoje no PV, e Aloizio Mercadante, na época, senador pelo PT.

A delação ainda não foi homologada, mas os depoimentos já foram registrados.

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