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Governo brasileiro escondeu confissão de roubo milionário

Executivo da holandesa SBM, colaborando com a justiça de seu país, confessou desvios de pelo menos R$ 225 milhões no Brasil. Membros da CGU foram até ele, em plena campanha eleitoral, abafar o caso até o fim do segundo turno

Dilma-rousseff-size-598O ex-diretor da empresa holandesa SBM, Jonathan David Taylor, deu uma entrevista bombástica ao jornalista Leandro Cólon da Folha.

Em entrevista à Folha, o ex-diretor da SBM Jonathan David Taylor disse que prestou depoimento e entregou mil páginas de documentos internos da empresa à CGU (Controladoria-Geral da União) entre agosto e outubro de 2014.

O órgão só anunciou a abertura de processo contra a SBM em 12 de novembro, 17 dias após o segundo turno da eleição presidencial.

(…)

No dia 3 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, Taylor recebeu no Reino Unido a visita de três funcionários da controladoria, entre eles Hamilton Cruz. “Contei tudo o que sabia”, afirma o delator.

A CGU nunca divulgou dados sobre a viagem e o depoimento. Para Taylor, a demora do órgão em anunciar o processo contra a empresa holandesa teve motivação política.

“A única conclusão que posso tirar é que queriam proteger o Partido dos Trabalhadores e a presidente Dilma ao atrasar o anúncio dessas investigações para evitar impacto negativo nas eleições”, diz.

Os valores pagos ao lobista Julio Faerman, segundo Taylor, são bem maiores do que os divulgados até aqui: “Era muito mais. O comprometimento [da SBM] era de pelo menos US$ 225 milhões”.

Leiam a entrevista completa na edição de hoje da Folha de São Paulo. A se confirmarem as denúncias do executivo, temos um órgão do governo federal cuja finalidade é proteger o dinheiro público, agindo para proteger o Partido dos Trabalhadores.

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