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Governo Dilma prevê dívida bruta ultrapassando os 70% do PIB em 2016

Foto: Wilson Dias/ABr

Mas o cálculo foi feito dentro de uma visão um tanto otimista dos próximos dois anos.

O Estadão teve acesso exclusivo ao documento enviado ao Congresso. Nele, o governo Dilma vê a dívida bruta finalizando 2015 em 68,3%, ultrapassando os 70% em 2016 – chegando a 71,1% – e atingindo 72% em 2017. O pior: tudo é calculado dentro do otimista entendimento de que a situação não piorará. No cenário estudado, o dólar estaciona por 3 anos em R$ 4,00, a taxa de juros cai a 11% e a inflação ficará redondinha em 4,5% em 2017.

Foto: Wilson Dias/ABr

Foto: Wilson Dias/ABr

Trata-se de um dado de difícil compreensão pois interfere na credibilidade que os governos possuem junto ao mercado. Contudo, cada nação vive um contexto próprio. A dívida grega chega a 177% do PIB e o país se encontra em apuros há uma década. Quanto ao Japão, deve o equivalente a 230% do que produz, mas segue esbanjando confiança. No geral, quanto mais sólida a economia, maior a margem para manter-se endividado. Mas a economia brasileira anda nada sólida para se endividar tanto.

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