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Governo Dilma tem o pior desempenho na indústria desde Collor

Se um dia já foi responsável por 27% do PIB, hoje não passa da metade disso.

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Nos últimos 20 anos, após o fim da hiperinflação e a implementação do Real, ocorreu uma valorização cambial que, segundo o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, desequilibrou a indústria brasileira. Há anos, o déficit do setor espalha-se e bloqueia a sua diversificação no país. Não por acaso, no governo Dilma, a indústria tem o pior desempenho desde a gestão de Collor.

O setor registrou média de recuo anual de 0,3% desde 2011. Em 2012 ocorreu a pior queda da gestão da presidente, com a produção industrial caindo 2,5%. Mas o registro mais baixo ocorreu durante a presidência de Lula. Em 2009, quando os Estados Unidos passavam pela crise bancária e o mundo inteiro sofria, o setor encolheu 7,4%.

Se um dia já foi responsável por 27% do PIB, hoje a importância da indústria na economia brasileira está em queda livre.

Houve um voo de galinha no início da década de 2000, mas em seguida o setor voltou a perder importância em comparação com a economia geral, de modo que hoje a indústria equivale a cerca de 13% do PIB – mesmo patamar de 1955, quando o então presidente Juscelino Kubitschek lançou um plano de industrialização do país.

(grifos nossos)

Projeções indicam que em 2029 esse número chegará a apenas 9,3%.

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Atualmente, a indústria brasileira tem avançado menos se comparada com outros países emergentes. Suas exportações equivalem a apenas 1,3% do comércio mundial, sendo superada por chineses (11%), coreanos (3%) e mexicanos (2%).

Hoje, como a China já não cresce mais tanto, e a Europa está em crise, ficou mais difícil exportar produtos brasileiros. Os dólares, em vez de entrarem, têm saído do país, aos poucos. Para piorar, os EUA estão emitindo cada vez menos moeda no mercado, pois acreditam que estão se recuperando da crise.

(grifos nossos)

O artigo de Sílvio Guedes Crespo conclui associando o encolhimento da indústria ao ideal protecionista e centralizador que predomina no atual governo. “Para aumentar a produtividade dentro da fábrica, no entanto, é preciso que o país se abra para a concorrência externa. Quem vive protegido pelo Estado tem menos estímulos para trabalhar melhor.” Uma administração mais liberal poderia ser a solução.

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