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Guerra narrativa: a estratégia dos setores do PT que não querem a saída de Michel Temer

Explicação simples.

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Horas atrás, falamos do acordo “Lula – FHC”, revelado pela imprensa, segundo o qual buscariam um nome de consenso para a sucessão de Temer. O dado é inquietante, haja vista que, hoje em dia, a palavra “consenso” raramente traz bons resultados quando se trata de partidos políticos. Mais ainda quando a abrupta concórdia ocorre entre adversários históricos.

Para além disso, porém, há outra tese. A colunista Monica Bergamo, da Folha de SP, falou de setores do PT para os quais seria bem melhor a permanência de Temer. E isso faz mais sentido do que o “acordão”. Explica-se.

A queda de Temer não significará a volta do PT. A hipótese de eleição direta é afastada em caso de renúncia e, mais que isso, ninguém garantiria que Lula, com alta rejeição, garantiria a vitória. Com eleição indireta, o cenário é ainda pior ao partido: PMDB, PSDB, DEM e outros atuais governistas escolheriam nome para tocar as reformas.

Desse modo, a queda de Temer não traria benefícios concreto ao partido e, para piorar, destruiria de uma vez por todas as narrativas de perseguição a Lula e mesmo Dilma Rousseff. Se tais teses hoje são fracas, elas se transformarão em anedota até para militantes.

Com Temer, há mínima chance de sustentar o enredo. Alguns, portanto, preferem assim. E, estrategicamente, faz sentido.

Fonte: Folha de SP - coluna de Monica Bergamo

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