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Indústria reduzirá investimento, diz CNI

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, maior parte dos investimentos será para manutenção e melhorias na produção. Apenas 4,3% será destinado para a criação de novos processos produtivos.

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Informação do Jornal do Comércio

Apenas 85,4% das indústrias pretendem realizar investimentos neste ano, segundo pesquisa anual da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Trata-se do menor percentual desde 2009, quando 86,6% das empresas do setor tinham a intenção de investir. A pesquisa, no entanto, mostra algumas perspectivas positivas para 2013.

Das empresas que vão investir, 58% querem aumentar as compras de bens de capital – ante 46% no ano passado. A melhoria do processo produtivo é a principal razão dos investimentos em 2013, apontada por 34,8% das empresas. Em seguida, estão a ampliação da capacidade de produção (28,3%), a manutenção da linha de produção (11,65%) e a criação de novos processos produtivos (4,3%).

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O levantamento também mostra que as empresas do setor industrial não estão otimistas com o mercado externo. Apenas 4,7% delas disseram que pretendem realizar investimentos com foco no exterior – o menor nível em dez anos, segundo a CNI – e 80,6% anunciaram a disposição de investir somente ou principalmente para atender a demanda doméstica.

O percentual de indústrias que investiram em 2012 é o menor desde 2009, quando a CNI começou a fazer pesquisa anual sobre o tema. Mesmo assim, oito em cada dez empresas consultadas pela Confederação investiram no ano passado. De acordo com o levantamento apresentado ontem, o total de companhias que investiram em 2011 foi de 88,7% e, no ano passado, de 80,2%. Em 2009, havia sido de 85,3%. Dentre as empresas que investiram no País no ano passado, 50,2% realizaram as aplicações de acordo com o planejado. O percentual é menor do que os 57,8% registrados em 2011.

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O gerente-executivo de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, avaliou que o volume de investimentos no ano passado foi menor porque a atividade do setor “sofreu bastante”. Ele argumentou que, com a atividade mais enfraquecida, os empresários enxergam menos espaço para fazer aplicações em suas plantas. Castelo Branco comentou também que, com a atividade mais fraca, a necessidade de investimento é menor e mais focada em segmentos como reposição, e não em novas instalações.

Leia a íntegra aqui.

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