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Janio de Freitas e a ponte aérea da Segurança Pública

“Decano” da Folha de S. Paulo acha que as balas de borracha devem ser banidas, mas só em SP…

JnioQuadros

Este é outro Jânio, um pouco mais lúcido que o da Folha

Janio de Freitas, o colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo, é figura quase frequente aqui no Implicante. Nós lembramos bem, por exemplo, da vez que ele absolveu os mensaleiros, ou daquela que ele comemorou a eleição do petista Fernando Haddad à prefeitura da capital. O amigo Angelo Da Cia se divertiu no dia em que Janio foi chamado de “meio-nazista” por um colega de Folha.

Nos últimos tempos, Janio tem dedicado algumas de suas memoráveis colunas ao tema da Segurança Pública. Mais precisamente à atuação das polícias durante as recentes manifestações de rua pelo país. Quando uma repórter de seu jornal foi alvejada no olho por uma bala de borracha, Janio apelou até à formação do governador em seu libelo pelo banimento da munição não-letal (e qual seria a alternativa? O decano da Folha não propõe uma…) usada pela Tropa de Choque da PM paulista.

Na coluna do último domingo (15), Janio também abordou a repressão às manifestações no RJ que ocorreram no dia da final da Copa das Confederações. Ao contrário da polícia de Geraldo Alckmin, a de Sergio Cabral mereceu elogios do colunista. Desta vez não houve libelo contra as balas de borracha, muito pelo contrário: neste texto ele até ensaiou uma indignação contra a violência por parte dos manifestantes!

Numa coincidência infeliz, o texto elogiando a polícia carioca foi publicado no dia seguinte à divulgação da notícia da perda da visão da estudante que foi alvejada durante uma passeata na cidade. Janio poderia ao menos acompanhar o noticiário antes de soltar suas “análises”.

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