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Justiça decreta a quebra do sigilo bancário da Petrobras e de ex-diretor

Contratos da refinaria Abreu e Lima serão investigados pelo Ministério Público Federal

650x375_paulo-roberto-costa-petrobras_1398750Matéria do portal G1:

A Justiça Federal do Paraná decretou nesta quinta-feira (8), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a quebra do sigilo bancário da Petrobras nos contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, com empresas investigadas na operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). O empreendimento da estatal, alvo de suspeitas de superfaturamento, está sendo investigado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Petrobras informou que ainda não foi intimada sobre a decisão e disse que “reafirma seu compromisso de continuar colaborando com o Poder Judiciário para esclarecimento dos fatos”.

No mesmo despacho, o Judiciário determinou a quebra do sigilo bancário do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos presos pela operação. Ele é réu no processo referente à Lava Jato pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em grupo criminoso organizado.

Costa é apontado pelo MPF como um dos chefes de uma quadrilha especializada em lavar dinheiro no exterior, por meio de operações de câmbio fraudulentas. Conforme a denúncia dos procuradores da República, o ex-diretor da Petrobras usou empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef, para lavar dinheiro da construção da Refinaria Abreu e Lima.

Além do ex-dirigente da estatal, terão as contas bancárias devassadas outras seis pessoas, entre as quais duas filhas e dois genros de Paulo Roberto Costa.

Também foi autorizada a quebra do sigilo bancário das empresas GFD Investimentos e da Sanko Sider e Sanko Serviços de Pesquisa. A decisão engloba todas as movimentações das contas bancárias, inclusive, a origem e o destino de débitos e créditos.

Por meio de nota oficial, a assessoria de imprensa do grupo Sanko Sider afirmou que todos os contratos do conglomerado “foram feitos apenas com empresas privadas, construtoras ou consórcios particulares”. O grupo também destacou no comunicado que “não faz vendas diretas à Petrobras, excetuando-se alguns itens para manutenção”.

Na nota, a Sanko Sider “repudia veementemente as ilações que vêm sendo feitas e reafirma total transparência, legalidade e legitimidade de seus negócios”.

Já a GFD Investimentos informou que não havia sido comunicada da decisão e que não iria comentar a ordem da Justiça Federal.

O objetivo da quebra de sigilo solicitada pelo MPF é tentar apurar o rastro do dinheiro usado para construir a refinaria pernambucana. As investigações da operação Lava Jato tentam identificar se os recursos repassados para a obra teriam abastecido o esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas comandado por Alberto Youssef.

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