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Lewandowski comanda o STF, o impeachment e a Lava Jato até 29 de julho

É muito poder nas mãos de personagem tão polêmico

Ricardo Lewandowski foi o primeiro nome indicado por Lula ao STF após o Mensalão ser denunciado. Mais do que isso, foi o membro da Suprema Corte que mais peitou Joaquim Barbosa quando o ex-ministro se esforçou para mandar ao menos 25 mensaleiros para a cadeia. Desde 10 de setembro de 2014, com a aposentadoria do segundo, o primeiro preside aquela casa. Com o recesso iniciado no último dia 4, no entanto, ele ganhará ainda mais poderes.

Porque, por lei, caberia a ele arbitrar o processo de impeachment no Senado, sentando na cadeira que até fevereiro pertence a Renan Calheiros. Mas, com os demais membros em férias, cabe ao presidente do STF decidir questões mesmo em processos que não relata, a exemplo da Lava Jato.

Isso mesmo. O homem que mais se esforçou para reduzir as penas dos mensaleiros ficará por 25 dias no comando da operação mais defendida pela opinião pública.

Não há previsão de despacho por parte dele. A não ser, claro, em casos de urgências. Mas justo a Lava Jato é cheia de decisões urgentes.

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