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Membro da Comissão de Ética do PT: “Joaquim Barbosa deve ser morto. Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida.”

A Polícia Federal investiga perfis que publicam mensagens racistas e com ameaças de morte ao ministro Joaquim Barbosa. Quanto pior o crime, mais alto o envolvimento do criminoso com o PT.

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Há vários estudos sérios sobre a relação entre a criminalidade e as próprias teorias criminológicas que são defendidas por pessoas criminosas – ao menos em países onde o debate atinge questões muito mais elevadas, como na América (vide-se o imperdível artigo Where is the Rehabilitation for ‘Racists’?, no American Thinker dessa semana).

O Partido dos Trabalhadores, que cresceu sob o manto de defender a “ética”, mas foi flagrado no maior esquema de corrupção do país para tentar aplicar um golpe totalitário e governar por decreto, como fazem seus ídolos Fidel Castro, Hugo Chávez e Nicolás Maduro, é um partido que, mais do que qualquer outro, cria entre seus simpatizantes uma mentalidade própria em relação a crimes.

É difícil imaginar um tucano com uma visão “tucana” sobre homicídios, distinta de qualquer teoria criminológica mais aprofundada, ou um peemedebista com uma visão “de partido” sobre o estupro, um democrata com uma nova interpretação partidária a respeito da corrupção ou um petebista pensando primeiro nas eleições e depois na moral quando tenta diferenciar culpados e inocentes num caso de roubo. A cena se inverte com o PT e seus filhotes ainda mais radicais.

Uma reportagem bastante assustadora da revista VEJA dessa semana dá conta do que seria o PT se tivesse pleno poder (como o que tentou ao dar o golpe totalitário do mensalão), e como trata seres humanos que não se curvam ao seu projeto de poder total.

Desde que o escândalo do mensalão veio à tona, quem tomou a dianteira para cuidar do caso foi o juiz da Suprema Corte do país Joaquim Barbosa. O juiz Barbosa foi indicado ao STF por Lula, que mal o conhecia, após Barbosa conhecer seu então amigo Frei Betto em um aeroporto, e Betto ter se impressionado com o juiz.

Barbosa, homem progressista, ligado à tradição do Direito Achado na Rua, que sempre votou no PT (inclusive nas duas eleições de Lula e Dilma), a favor de cotas e cujas credenciais para não ser chamado de “esquerda” reduzem-se apenas a ter julgado à letra da lei a tentativa de concentração de poder aos moldes bolcheviques-bolivarianos que estava sendo tramada pelos mensaleiros.

Mesmo assim, apenas por ter julgado, com amplo direito de defesa (e quase uma nova tentativa de moto perpetuo jurídico, nas palavras do também petista e ex-juiz do STF Eros Grau) e votado pela condenação dos corruptos ditatoriais, caiu no padrão de ódio irrefreável da militância petista, com sua visão própria sobre crimes.

Joaquim Barbosa, que é negro, foi alvo de intensa campanha racista. Foi chamado, entre outras coisas impublicáveis, de “negro vadio que só está lá por causa do Lula”, “animal da pior espécie”, “negro alçado a ministro graças à (sic) Lula” e outros xingamentos que sempre chamavam atenção para a cor da sua pele (como “Ministro de Ébano”), colocada de forma negativa, como um xingamento. Ou seja, ataques racistas, que não seriam aplicados caso o ministro fosse branco. O mais famoso foi “capitão do mato”, que eram os negros que ajudavam os senhores de engenho a capturar outros negros fugitivos, na época da escravidão.

Era constantemente chamado de “covarde” (como se julgar políticos golpistas e corruptos fosse um ato de falta de coragem em obedecer) e “traidor” (a mentalidade petista crê que um juiz, quando indicado por um ocupante do Poder Executivo, não deve julgar o Poder Legislativo, e sim obedecer interesses partidários, confundidos com o próprio Poder Executivo central – o famoso “centralismo democrático”, que é marca dos totalitarismos comunistas de onde o PT tira a sua inspiração).

Tais ataques de pelanca talvez nunca conseguiram ofender o ministro Joaquim Barbosa, provavelmente porque um menino que veio das classes com renda mais baixa e, graças ao seu estudo e suas conquistas, conseguiu ser ministro do STF, não conseguiria dar bola para ataques preconceituosos, nojentos e muitas vezes invejosos de seus detratores, sempre tentando defender políticos que quiseram aplicar o totalitarismo e controlar completamente a sociedade.

O problema é que, agora, a militância petista pratica crimes cada vez mais perigosos e ameaçadores. O componente mais assustador (já que a criminalidade costuma ser defendida pela esquerda abertamente, o que então não seria novidade) é que, quanto mais se investiga e mais ameaçadores são os crimes, incluindo ameaças de morte, mais se descobre que os criminosos envolvidos não são apenas adolescentes dizendo bobagens inconsequentes na internet: são membros cada vez mais graúdos do cada vez mais claramente totalitário Partido dos Trabalhadores.

As investigações da Polícia Federal revelaram que um homem que afirmou que “Joaquim Barbosa deve ser morto” é um membro da Comissão de Ética do PT. Não é preciso muito latim para se tentar imaginar como é a Ética do PT – e qual é nosso risco de vida caso o partido ganhe mais poder e não o obedeçamos.

Para apimentar, a visão do PT sobre racismo é que ele deve ser usado como uma ferramenta quando o seu alvo é um “traidor” do poder do partido: um dos ataques na internet, usando a foto do candidato fracassado a ditador José Dirceu, diz que eles, seus algozes, serão “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”.

Está na reportagem da revista VEJA dessa semana:

O presidente do Supremo sofreu toda sorte de canalhice virtual e foi até perseguido e hostilizado por patetas fantasiados de revolucionários nas ruas de Brasília. Os ataques anônimos da patrulha virtual petista, porém, não chegavam a preocupar Barbosa até que atingiram um nível inaceitável. Da hostilidade recorrente, o jogo sujo evoluiu para uma onda de atos criminosos, incluindo ameaças de morte e virulentos ataques racistas.

Os mais graves surgiram quando Joaquim Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. Disparadas por perfis apócrifos de simpatizantes petistas, as mensagens foram encaminhadas ao Supremo. Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”. Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”. Temendo pela integridade do presidente da mais alta corte do país, a direção do STF acionou a Polícia Federal para que apurasse a origem das ameaças. Dividida em dois inquéritos, a averiguação está em curso na polícia, mas os resultados já colhidos pelos investigadores começam a revelar o que parecia evidente.

O partido que sempre quis culpar seus desafetos por toda sorte de crimes até mesmo inventados (ou seja, quando o próprio militante, na verdade, é quem cometia o crime de calúnia) dificilmente aparecerá em público criticando tais atos de racismo, ou a presidente Dilma Rousseff postará em seu Twitter que racismo é inaceitável e punirá com rigor atos que incluem ameaça de morte a profissionais – a possibilidade de se criar uma hashtag dizendo que somos todos Joaquim Barbosa passa longe de ser aventada. As chances do caso indignar os partidários, militantes e a blogosfera progressista pelo nítido racismo e pela ameaça de morte tendem ao zero absoluto.

A ética do PT é cada vez mais clara a olho nu.

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