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Mensaleiro custa caro, muito caro

Condenados no processo do mensalão, 4 deputados federais continuam em pleno exercício do mandato e a Câmara já gastou ao menos R$ 3,3 milhões com eles.

Uma notícia que repercutiu menos do que poderia foi publicada no domingo passado no Estadão. Dizia respeito à verba pública que segue sendo consumida por mensaleiros condenados e que ainda exercem seus mandatos enquanto aguardam a análise de seus recursos. A conta é cara:

Condenados no processo do mensalão, quatro deputados federais continuam em pleno exercício do mandato e a Câmara já gastou ao menos R$ 3,3 milhões com eles em 2013. João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) consumiram R$ 316 mil em verba indenizatória, além do salário mensal de R$ 26,7 mil e R$ 78 mil em verba de gabinete para manter funcionários de livre escolha.

Como se a notícia já não soasse um absurdo apenas por este parágrafo, a matéria de Eduardo Bresciane lembra que três deles já tentaram votar leis que de alguma forma os beneficiariam:

Entre os que alegam a incompatibilidade da situação de condenado e legislador o principal argumento é que a função parlamentar pode ser usada como revanche. Três mensaleiros já registraram votos nessa direção.

Genoino e Cunha estavam lado a lado na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que aprovou mudança na Carta para permitir ao Congresso rever decisões do STF. Genoino fez questão de registrar seu voto favorável mesmo com aprovação simbólica.

No caso de Valdemar, sua revanche veio na votação da PEC 37, que pretendia limitar o poder de investigação do Ministério Público, mas acabou rejeitada pela Câmara, em junho.

Na década de 60, uma frase atribuída a Charles de Gaulle correu o mundo dizendo que o Brasil não era um país sério. De fato, ela teria sido dita por Carlos Alves de Souza Filho, embaixador brasileiro na França, quando do imbrólio diplomático da Guerra da Lagosta entre as duas nações. Mas a verdade é que, Carlos ou Charles, ambos ainda não tinham visto nada.

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