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Meritocracia: Diretor financeiro do Dnit é réu por corrupção; Superintendente em SP já foi condenado e cumpriu pena

Mais duas notícias sobre a cúpula do Dnit demonstram o tipo de gente escolhida por Lula e Dilma para gerir a maior fatia das verbas do PAC.

A primeira é do Estadão, por Fernando Gallo:

Diretor financeiro do Dnit é réu por corrupção

O diretor de Infraestrutura Ferroviária e diretor interino de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Geraldo Lourenço de Souza Neto, é réu em uma ação penal no Tocantins, na qual é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva e falsidade ideológica.

Segundo a promotoria, Lourenço integrava, em 2003, uma quadrilha que explorava jogos de azar. À época, ele era o delegado titular da Delegacia Estadual de Crimes Contra os Costumes, Jogos e Diversões. De acordo com os promotores, o diretor do Dnit recebia semanalmente R$ 1.500 de um contraventor para se abster de combater a exploração de máquinas caça-níqueis e também trabalhava para a “aniquilar” a concorrência do homem que lhe pagava a propina.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que o contraventor pagava despesas de viagem e alimentação dos agentes públicos que operavam para acabar com os concorrentes. A promotoria sustenta ainda que em julho de 2003, a delegacia comandada por Lourenço continha 27 máquinas caça-níqueis desacompanhadas dos devidos procedimentos legais.

Para o MP, o diretor do Dnit “transformou a unidade policial em um balcão de negócios” e Lourenço e outros réus “praticaram uma série indeterminada de delitos, em uma contínua vinculação (…) para a concretização de um programa delinquente, destinado a causar prejuízo à administração pública”.

(…)

Indicado pelo senador Magno Malta (PR-ES), Lourenço ocupou diversos cargos em distintos governos no Tocantins nos últimos 20 anos. Está no Dnit desde 2008.

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(grifos nossos)

A segunda é d’O Globo, por Silvia Amorim e Gabriel Mascarenhas:

Superintendente do Dnit em SP já foi condenado e cumpriu pena; o do Rio também é do PR

Filiado ao PR, o chefe da Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em São Paulo, Ricardo Rossi Madalena, poderá engrossar o grupo de demissões do órgão se o Ministério dos Transportes cumprir a determinação da presidente Dilma Rousseff de que os cargos de segundo e terceiro escalões sejam ocupados por quem não tenha condenações na Justiça. Madalena, que comanda a regional do Dnit há cerca de três anos e meio, por indicação do deputado federal Milton Monti (PR-SP), foi condenado por peculato a dois anos e quatro meses de prisão por desviar sacos de cimento da Prefeitura de Ipaussu, no interior paulista, quando seu pai era prefeito (1989 a 1992). Ele recorreu e conseguiu cumprir a pena, reduzida a um ano e dois meses, em regime aberto.

(…)

(grifos nossos)

Comentário

Coincidentemente, a presidente Dilma afirmou ontem em discurso que “o Brasil merece um estado meritocrático e profissional”. Não se sabe se ela estava se referindo a esse tipo de mérito e a esse grau de profissionalismo.

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