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Michel Temer já parece mais interessado na cassação de Dilma do que no impeachment

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - Agência Brasil

Bem articulado, o vice-presidente já se preparara para defender sua posição em caso de impugnação da candidatura da presidente.

 

Por mais que o baixo clero peemedebista siga se escondendo sob a saia do petismo, o PMDB parece empenhando em ter para si a Presidência da República após pelo menos 21 anos. E Michel Temer, ainda que dentro de um discurso escorregadio, vem sendo a liderança capaz de apontar o gigantesco partido nessa direção. Como quem não quer ser o próximo Eduardo Cunha nas mãos da imprensa petista, garante que encerrará sua vida política em 2018. Mas, segundo o Estadão, o vice-presidente contratou Gustavo Guedes, especialista em Direito Eleitoral, para salvar-lhe o cargo em caso de impugnação do mandato de Dilma.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr – Agência Brasil

É um desafio difícil, mas com grandes chances de ser bem sucedido. O PSDB não quer o impeachment, por mais que não deixe isso claro (mas o PSDB nunca deixa nada muito claro). Quer a cassação por haver aí um risco de novas eleições e a antecipação do Aécio que acredita vencer as eleições em 2018. Precisa antes, no entanto, combinar com Temer. Bem articulado, inclusive dentro da Justiça, o vice-presidente é considerado um jurista de alto nível. Convocar novas eleições seria uma saída por demais cara para um país em recessão. Não será estranho, portanto, se o TSE entender que o melhor para o Brasil seria passar logo a faixa para o vice-presidente.

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