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Novo ministro dos Transportes diz que pode ter cometido “falha” ao duplicar valor de obra

Mal assumiu o comando dos Transportes e o ministro-tampão de Dilma, Paulo Sérgio Passos, teve que vir a público para dar explicações sobre irregularidades. Tudo porque em 2010, quando assumiu interinamente o cargo ocupado por Alfredo Nascimento, liberou R$ 78 milhões em créditos suplementares para três grandes obras. Os empreendimentos constavam da lista de irregularidades graves do Tribunal de Contas da União, que identificou pagamentos antecipados, ausência de projeto executivo, fiscalização omissa e superfaturamento.

As principais empreiteiras beneficiadas pelos aditivos doaram um valor de aproximadamente R$ 5 milhões a candidatos do PR durante a campanha eleitoral.

A informação abaixo é de Josie Jeronimo para o Correio Braziliense

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, admitiu que “falha” da equipe de planejamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pode ter causado aditivos de mais de 100% do valor de uma obra rodoviária. A afirmação do ministro foi feita ao comentar a suplementação orçamentária para a obra da BR 101, no Rio de Janeiro. O empreendimento foi licitado em R$ 20,4 milhões e além do valor global, recebeu outros R$ 25 milhões em aditivos.

Passos alegou que o grande número de vias marginais, viadutos, custos de desapropriação e remanejamentos de redes de áreas urbanas encarecem a obra. Questionado se as variáveis já não deveriam estar previstas na formação inicial do preço da concorrência, o ministro admitiu erro do departamento de infraestrutura da pasta. “Pode ter havido falha no projeto original, sim. A área de planejamento do DNIT é responsável.” (Grifos nossos)

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