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O editorial do Globo tem razão: o ensino superior gratuito concentra renda e precisa acabar

Educação. Foto: Pixabay.

Por que gastar tanto dinheiro público na educação de pessoas que têm condições de pagar por ela?

O editorial publicado em O Globo no início da semana tocou num tema sensível que já passou da hora de ser discutido: por que gasta-se tanto dinheiro público na educação de pessoas que teriam condições de pagar por ela?

O alvo, claro, são as instituições dedicadas ao ensino superior, tomadas por estudantes que conseguiram fazer uso do melhor ensino básico do país, justo o mais caro. E, para desespero da academia brasileira que não quer perder os privilégios, defendeu-se que os 60% que frequentam o ensino superior e condições para mensalidades possuem passem a pagar o uso até mesmo de escolas públicas, como a USP, a Unicamp ou a UERJ.

Os três parágrafos abaixo resumem bem a questão:

“O momento é oportuno para se debater a sério o ensino superior público pago. Até porque é entre os mecanismos do Estado concentradores de renda que está a universidade pública gratuita. Pois ela favorece apenas os ricos, de melhor formação educacional, donos das primeiras colocações nos vestibulares.

Já o pobre, com formação educacional mais frágil, precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade. Assim, completa-se uma gritante injustiça social, nunca denunciada por sindicatos de servidores e centros acadêmicos.

Levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”, há dois anos, constatou que 60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados. Quanto aos estudantes de famílias de renda baixa, receberiam bolsas.””

A esquerda, populista e estatista como só ela sabe ser, correu para as redes sociais indignada com as palavras do jornal. Mas trata-se do grupo político que recentemente quebrou o Brasil. Se deixar esse tipo de decisão para eles, logo quebrarão também as principais instituições de ensino no país.

Se tudo der certo, essa será apenas mais uma pauta perdida pelo esquerdismo na educação, a exemplo do que já ocorre com o Escola Sem Partido.

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