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O petismo saiu da Presidência, mas continua aprontando das suas até mesmo em concurso do MPF

Em Minas Gerais, prova foi usada para críticas à Lava Jato e ao impeachment

O caso emblemático ocorreu no último domingo, quando foi aplicada uma prova para cadastro de reserva de estagiários do Ministério Público Federal em Minas Gerais. Mais especificamente, nas questões de Língua Portuguesa. Nelas, surgiam descaradas e politizadas críticas não só ao impeachment de Dilma Rousseff, mas à operação Lava Jato, investigação tocada pelo MPF  paranaense.

No enunciados, havia frases como “segundo renomados juristas, a presunção de inocência, apesar de configurar direito constitucional, vem sendo ignorada pela Operação Lava-Jato“, “os golpistas ficaram prostrados com a reação que se viu nas ruas em defesa da democracia“, “o analfabetismo político é um mal cada vez mais comum em quem assiste ao Jornal Nacional” e “o juiz infringiu a legislação ao divulgar o conteúdo das interceptações telefônicas“.

Ao todo, o MPF anulou nove questões: três de português nas avaliações de Administração e Biblioteconomia, duas de Ciências Contábeis e Direito e quatro da prova de Comunicação Social. de quebra, exonerou a servidora do cargo comissionado que ocupava e instaurou sindicância para apurar o ocorrido.

É o mínimo, mas não é o suficiente. O projeto Escola Sem Partido, ao que tudo indica, precisará se transformar também em Concurso Sem Partido. Pra ontem.

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