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O STF interrompeu flagrante caso censura contra a imprensa do Paraná

Rosa Weber aceitou a reclamação e levará o caso ao plenário da corte

O fim da ditadura marcou também o fim da censura estatal no Brasil, mas cabe bastante discussão sobre se a dita cuja ainda atua na sociedade por outros meios mais circunstanciais, como a força do mercado, de certas ideologias, do politicamente correto ou até mesmo do próprio estado, ainda que ilegalmente.

Neste último caso, chama atenção uma prática que, se não conta com a exclusividade das entidades governamentais, precisa necessariamente partir de quem tem poder aquisitivo para tanto, e, nesse contexto, nada melhor do que ter costas largas no poder público. Trata-se da censura judicial, ou a prática de criar obstáculos jurídicos no intuito de calar a origem das informações incômodas.

Em 15 de fevereiro, o jornal Gazeta do Povo reuniu dados públicos sobre a remuneração de juízes paranaenses em 2015, mostrando que as autoridades recebiam muito além do teto constitucional. Após a veiculação, os representantes do poder público reagiram com dezenas de ações em orquestradas em ao menos 15 cidades contra os jornalistas que assinaram o texto.

O veículo protocolou uma ação junto ao STF apontando a nítida tentativa de censura por parte dos magistrados. Num primeiro momento, Rosa Weber negou seguimento à reclamação. Mas, após a comoção pública com o constrangimento passado pelos repórteres, que não mais conseguem trabalhar, mas apenas responder na Justiça pelo bom trabalho realizado, a ministra reviu a decisão e suspendeu as ações até que o plenário da casa se pronuncie.

Em agosto, a resposta finalmente virá. Mas pouco leva a crer que o tribunal  fique contra os jornalistas, que estão do lado da opinião pública. Melhor assim.

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