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Olimpíadas: Médicos do RJ não têm como atender nem os próprios cariocas

Quanto mais os milhares de turistas que a cidade receberá para a Rio 2016

Na semana passada, o governo do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública e deixou bem claro que a capital não tem as condições prometidas para receber os Jogos Olímpicos em agosto. No mesmo dia, e com barulho um pouco menor, o Conselho Federal de Medicina divulgou o alerta: a cidade não tem estrutura para dar atendimento médico nem aos próprios cariocas, quanto mais aos milhares de turistas que acompanharão o evento:

Não há condições de atender nem à população do próprio Estado. Essas pessoas que virão de fora terão que recorrer aos serviços privados, que também têm a sua dificuldade.”

A declaração foi dada por Carlos Corrêa Lima à revista Época. De acordo com o presidente do CFM, nem as medidas já anunciadas pelo Ministério da Saúde e pelo governo do RJ – com reserva de leitos e ambulâncias – seriam suficientes para um evento deste porte.

Não foi por falta de aviso. Quando escolhida para sede, os críticos deixaram bem claro que o COI, o governo brasileiro e até mesmo a população que vibrava com a notícia estavam sendo imprudentes. Mas, naquela época, o lulismo estava com aprovação altíssima e o país em peso tapou os ouvidos para os alertas.

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