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Para Dilma, feminismo é prioridade diante dos direitos humanos e da igualdade racial

Foto: Roberto Stuckert Filho

Ao menos é o que dá para se concluir da polêmica criada por ela mesma na segunda-feira.

Durante a reforma ministerial, o governo condensou três pastas em uma única, o – tome fôlego – Ministério dos Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Igualdade Racial. Mas a presidente, durante a posse dos novos ministros, deu um bronca no cerimonial e exigiu que o conjunto fosse renomeado para Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e Direitos Humanos. E ainda justificou: “as mulheres vão entender por que estou insistindo na ordem“. Contudo, há vários problemas aí.

Primeiro, porque há uma ala do próprio feminismo que entende qualquer privilégio às mulheres como uma espécie de machismo. Segundo, porque joga para segundo plano a luta pela igualdade racial, Por fim, por deixar na sombra disso tudo os direitos humanos.

No fim das contas, a ordem dos fatores trata-se de uma enorme bobagem que alterará em nada o produto. Mas, ao tentar soa politicamente correta, a presidente entrou no pantanoso terreno que tenta definir qual o grupo mais oprimido. Sorte dela que tais militâncias são, por definição, petistas e saberão perdoá-la no momento mais necessário (diante da urna). Azar dela que nunca mais voltará às urnas.

Foto: Roberto Stuckert Filho

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