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Perseguição acadêmica na UFSC

A coordenadoria da UFSC ameaça de processo o grupo “UFSC Conservadora” por “uso ilegal do nome” da UFSC. Por que não ameaça a “União da Juventude Comunista da UFSC”?

ufscon

Foi criado um site para um movimento dentro da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – chamado UFSC Conservadora (UFSCon), para expor a conhecida hegemonia da esquerda dentro da academia, sobretudo em cursos de humanas.

O grupo, chamado “Juventude Conservadora da UFSC”, ficou famoso por um protesto contra a presença do terrorista italiano Cesare Battisti, que deu uma palestra na UFSC no dia 6 de novembro.

O protesto foi completamente pacífico, sem nenhuma “minoria de vândalos” e sem a destruição promovida por partidos de extrema-esquerda quando invadem reitorias em outros quejandos no país. Mas chamou a atenção de grandes autoridades dentro da Universidade para este perigosíssimo fenômeno: a existência de pessoas que não são esquerdistas na Universidade, sobretudo pessoas conservadoras – pior, deste tipo que não vê com bons olhos a presença de assassinos fugitivos no campus de uma Universidade.

Para tais altos burocratas, não há o menor problema em gastar dinheiro público para financiar as atividades de um terrorista fugitivo de um processo pelo assassinato de quatro pessoas.

ufscon battistiCesare Battisti conseguiu um cargo na CUT, escreveu um “romance” em que conta uma pantomima em que é o personagem principal com outro nome e, para a comum contradição esquerdista, hoje vive uma vida de elite burguesa no caríssimo bairro de Higienópolis, em São Paulo, em imóvel do assessor de Daniel Dantas (este personagem que, misteriosamente, a esquerda joga no colo da direita). Iria para a UFSC com dinheiro público da Universidade, recursos públicos destinados à educação e à ciência – apenas graças à pressão desse grupo é que a palestra acabou sendo cancelada.

Contudo, estes burocratas acham abusivo é que um grupo se forme e critique esquerdistas desta jaez, sobretudo se auto-declarando o que são: alunos da UFSC. Para a coordenadoria de processos administrativos disciplinares (sic) da instituição, a UFSCon usa o nome e o logo da Universidade “sem a devida autorização”.

A UFSC é uma autarquia, e como tal, alunos da Universidade, em sentido jurídico, “pertencem” à Universidade, e podem, portanto, dizerem o que são: alunos da Universidade. Não à toa que todos os alunos de todas as Universidades no Brasil, hoje e sempre, usaram o nome da sua Universidade em seus grupos. Por que, de repente, “sem motivo”, logo um grupo conservador passou a “não poder”?

Para piorar, a UFSCon nem mesmo usa o logo da Universidade.

ufscon juventude

Como explicou Bruno Garschagen, em post no Facebook:

O ex-aluno de graduação e mestre em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Antonio Pinho, recebeu uma notificação da coordenadoria de processos administrativos disciplinares da instituição para que ele não mais utilize o nome da universidade no blog “Juventude Conservadora da UFSC” e no perfil no Facebook “UFSCconservadora”.

A carta, como se pode ler, diz que o estudante está utilizando o nome da instituição de forma ilegal e sem a devida autorização, e ainda o ameaça com uma ação judicial. O curioso é que a carta não indica a lei ou norma que proíbe um estudante da universidade de usar o nome num blog ou perfil de rede social com a finalidade de informar aos leitores fazer parte de um grupo que lá estuda e defende uma determinada concepção política.

O manual da UFSC que define as regras de uso da marca e do brasão nada diz sobre o uso do nome da instituição de maneira informativa e que, de nenhuma forma, afirma se tratar de um grupo oficial ou apoiado pela instituição.

Para que o caso não ganhe contorno de perseguição ideológica (o que jamais passaria pela minha cabeça em se tratando de uma universidade pública), seria bom perguntar à coordenadoria que enviou a carta se os responsáveis pelos sites e perfis no Facebook da UFSC LGBT, UFSC à Esquerda, União da Juventude Socialista da UFSC, União da Juventude Comunista da UFSC também foram notificados por “utilização ilegal do nome” da UFSC.

Como bem se pode imaginar, é mais um caso dos famosos bullies que a esquerda tem como método aplicar em seus opositores. A simples existência deles é intolerável. Todos os grupos podem usar o nome da Universidade à vontade. Quando um grupo opositor aparece, joga-se sobre ele todas as perseguições possíveis – até as impossíveis e irreais, como neste caso. É o que Ben Shapiro tão bem denuncia em seu livro Bullies: How the Left’s Culture of Fear and Intimidation Silences America.

ufscon leãoShapiro mostra que não existe lugar mais intolerante ao pensamento divergente no mundo do que uma Universidade. Lá, não apenas a discordância é desestimulada – na maior parte do tempo, é tratada como se não existisse. Universidades não foram sempre antros de esquerdistas (aliás, eles são responsáveis pela decadência brutal até de nomes como Harvard e London School of Economics). E é fácil explicar por que tantos acadêmicos hoje são progressistas: porque você precisa ter um professor que minimamente concorde com suas idéias para assinar sua tese.

Com o fator honoris causa, foi fácil até para terroristas do porte de Bernardine Dohrn e Bill Ayers, que explodia prédios com gente dentro no grupo Weather Underground, ganharem vagas nas grandes Universidades americanas. Nas brasileiras, temos títulos honoris causa a Lula e palestras com Cesare Battisti.

Eles ofendem, e perseguem, e xingam. Sobretudo seu xingamento preferido, usado para tudo: fascista. Não faz o menor sentido chamar de fascista alguém que apóie o fascismo: essa pessoa nunca irá se ofender. É como chamar um esquerdista de esquerdista. Eles xingam de fascistas justamente as pessoas que mais odeiam ser associadas ao fascismo, à homofobia, ao racismo, ao machismo – assim, elas se calam, com nojo de serem associadas ao que não são.

Outro modo é a perseguição jurídica. Óbvio que sabemos que a “Juventude Comunista da UFSC” (sic), mesmo defendendo aquele sistema que matou pelo menos 5 pessoas para cada uma que os nazistas mataram, não vai receber notificação nenhuma. O alvo é sempre o mesmo. É um movimento unilateral.

Esse processo, como se vê, tem tudo para não dar em nada. Mas é uma prova de que a hegemonia da esquerda (mormente da extrema-esquerda) nas Universidades – CA’s, DCE’s, professores, cursos, funcionários e mesmo alto escalão burocrático – pretende, ao mais ínfimo sinal de existência de pessoas “desobedientes”, irá atrapalhar sua vida, nem que seja com processos judiciais tendendo ao nada.

Alunos sempre usaram o nome de suas Universidades, inclusive grupos partidários, o que a UFSCon não é (um dos jornais do PCO dentro da USP chama-se simplesmente “USP Livre”). Até se ria da idéia de se unificar todos os cartões da USP (ônibus interno, bandejão, bibliotecas não-unificadas etc) no Cartão da USP, ou abreviando, o CUSP. A idéia foi abortada e pensou-se em aprimorar sua sonoridade para o Cartão Único, ou o CU. Assim, ao se entrar no ônibus, você daria o CU para passar. Para entrar no bandejão, bastaria mostrar o CU. Poderia também trocar o CU na biblioteca por livros e assim vai.

O mais surpreendente é que os grupos conservadores, liberais e libertários que estão se formando hoje no Brasil não surgiram de cima, seguindo um líder, um partido político, um líder carismático, uma figura da mídia, um político boa praça; surgiram tão somente porque a esquerda é incapaz de explicar suas contradições, mesmo com o discurso mais mavioso e supostamente bondoso do mundo. Assim, alunos acabam indo buscar informações por conta própria.

Aguardemos o desenrolar do caso, pode significar uma nova etapa na perseguição acadêmica e busca de poder total da esquerda sobre nossas vidas.

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