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PF prorroga investigação de desvio de R$ 80 milhões no interior do Rio Grande do Sul

Vereador do PT de Santa Cruz do Sul teria desviado dinheiro de empréstimo a pequenos agricultores. Ao menos 10 agricultores enganados teriam cometido suicídio após descobrirem as dívidas

Wilson Rabuske

Vereador pelo PT, Wilson Rabuske

Um esquema de desvio de recursos destinados a pequenos agricultores pode ter sido responsável por um prejuízo de ao menos R$ 80 milhões apenas no interior do Rio Grande do Sul. É o que apuram agentes da Polícia Federal, que conseguiram prorrogar o prazo de investigações antes de apresentarem um inquérito. Leiam o trecho da reportagem do G1:

A PF vai aguardar a revisão dos contratos de empréstimos aprovados por intermédio da Associação Santa-Cruzense de Pequenos Agricultores camponeses, a Aspac, em nome dos agricultores. A investigação interna do Banco do Brasil termina no dia 31 de maio e já constatou que pelo menos 218 agricultores foram enganados.

Conforme as investigações da PF, o ex-presidente da Aspac e vereador do PT de Santa Cruz do Sul, Wilson Rabuske, é suspeito de ser o principal articulador do suposto esquema que teria desviado R$ 80 milhões em empréstimos dos produtores rurais. Ele nega todas as acusações.

A fraude começou a ser investigada em 2012, após queixas de pequenos agricultores. Os trabalhadores faziam o financiamento através do Pronaf, utilizando a Aspac para intermediar a ação em duas agências do Banco do Brasil na região. Parte dos financiamentos liberados era desviada para contas pessoais de membros da Aspac e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), indicam as apurações. A situação fazia os produtores assumirem as dívidas.

Chamou atenção da Polícia Federal também o alto número de suicídios na região. Ao menos 10 agricultores vítimas do golpe se suicidaram. Embora os valores envolvidos sejam pequenos se comparados à corrupção na Petrobras, é a primeira vez que se relatam suicídios entre vítimas de suposto esquema de corrupção petista. O deputado petista Elvino Bohn Gass, que também figurou na lista de suspeitos de envolvimento, alega que a série de suicídios entre os endividados se deve ao “uso de agrotóxicos“.

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