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PHA prega vandalismo contra quem apoiou a ditadura. Que tal começar com o próprio PHA?

Propagandista da ditadura na década de 1970, o hoje blogueiro progressista e apresentador da TV Record Paulo Henrique Amorim fez uma série de posts nos últimos dias sobre o regime militar (1964-1985) em seu blog. Naquele seu estilo característico, em um dos textos PHA classifica de “cães de guarda” alguns jornalistas que teriam apoiado o regime.

Curiosamente, o post com título “Os ‘cães de guarda’ da Folha. E as caminhonetes da tortura” sumiu dos arquivos do blog de PHA, mas por sorte pudemos recuperá-lo através do cache do Google (e já fizemos uma cópia para o caso de acabar a luz na internet um dia).

Amorim também postou um outro texto, reproduzido de um tal “Movimento Levante Popular”, em que incita seus leitores a vandalizar residências de pessoas identificadas como apoiadores do governo militar. Intitulado “Piche como os jovens: aqui mora um torturador” e ilustrado por uma charge com a imagem acima (esse vai sem link, já que continua em destaque na página inicial lá), o texto divulga endereços e números de telefone de supostos ex-torturadores e prega abertamente “atos de escracho/esculacho” nos locais de trabalho e moradia de seus alvos. Ao defender que seus militantes busquem a “justiça pelas próprias mãos” antes mesmo da instalação da Comissão da Verdade, o  “movimento” vai um passo além de outros tantos que buscam revogar a Lei da Anistia para punir os crimes de apenas um dos lados (o dos militares, claro).

Com tanta sede de revanche, o “Movimento Levante Popular” poderia ter começado seus “atos de escracho/esculacho” em um dos imóveis de Paulo Henrique Amorim, editor da revista Veja entre 1970 e 1974. O blog do Pannunzio (sempre ele!) traz mais uma reportagem do acervo digital de Veja assinada por PHA. Segue um trecho:

(…)

O enjôo, caro leitor, começa pelo título: “Um programa à brasileira”.  Assim mesmo, com esse ufanismo patriótico de conveniência a serviço da farda e do coturno. A ânsia de vômito aparece no subtítulo grandiloqüente: “ A integração social através de um fundo sem igual”.

Poucos leitores não passarão mal com o texto em si. Começa com uma rematada mentira: “Quem ganhar pelo menos dois salários mínimos por mês receberá, na pior das hipóteses, seu ordenado multiplicado por 36, ao se aposentar depois de trinta anos de serviços.”

Prossegue com um delíro fascista, o do fim das tensões, naturais, entre patrões e empregados, algo que a ditadura perseguia a ferro, fogo e pau-de-arara. Eis aí o fulcro da questão, o que francamente interessava ao regime — e a seu lulu adestrado — na época: afastar as discussões sobre a participação nos lucros, esta sim, a verdadeira reivindicação dos operários.   “Estão evitadas na mensagem presidencial todas as possibilidades de tensão entre patrões e empregados. Não se fala em participação nos lucros. Ao contrário, criou-se uma fórmula original, retirada da famosa inventividade brasileira. Os empregados participarão, através de um fundo, do faturamento (ou seja, das receitas) das empresas e não de seus lucros (o que significa tecnicamente o resultado da diferença entre receita e despesa).”

E, claro, acaba por bajular o ditador Médici, mentindo para os brasileiros ao dizer que o general tinha como objetivo uma sociedade próspera e aberta, tudo o que o Brasil não era à época:  “‘O segredo mais bem guardado é o que todos imaginam’. A frase de Bernard Shaw, sábio dramaturgo irlandês, aplica-se inteiramente ao PIS. A notícia explodiu na semana passada com o impacto das grandes revelações. No entanto, analistas mais observadores já podiam prevê-la desde o dia 7 de outubro do ano passado, quando o Presidente Médici, pela televisão, comunicou que aceitava sua indicação para presidente da República. Naquele dia, mencionou seu desejo e promover uma revisão da distribuição da riqueza numa sociedade próspera e aberta. Na primeira reunião ministerial pediu aos seus auxiliares imediatos que estudassem medidas que viessem a marcar seu governo com as intenções reformistas a que se propunha.”

(…)

(Íntegra aqui)

Nós aqui do Implicante obviamente não apoiamos atos de vandalismo, escracho ou esculacho contra quem quer que seja. Afinal, um outro blogueiro progressista, amigão de PHA, já divulgou o endereço de um de nossos administradores. Para “cães de guarda” dos patrões e governantes, somos a favor de uma solução extraída do próprio site de Paulo Henrique Amorim. Descobrimos que ele mantém uma seção de cursos virtuais no Conversa Afiada, onde oferece o seguinte:

O Curso Adestramento Canino – Curso Avançado é Online.

Trata-se de uma ferramenta valiosa para que você se aproxime do universo canino e possa se comunicar com seu cão de uma maneira que ele entenda. Obediência e respeito são obtidos através de consideração e dignidade, mas somente boas intenções não bastam, portanto aprenda a falar a língua dele! O convívio com um cão adestrado é, sem dúvida nenhuma, mais prazeroso, fazendo com que o animal e seu dono se sintam muito mais felizes.

(…)

Este curso é destinado às pessoas que gostam de animais e estão procurando melhorar o relacionamento com seu cachorro.

Aprenda tudo sobre adestramento canino e melhore o comportamento de seu animal de estimação. Confira!

· Prefácio

· Introdução

· Conceitos Fundamentais

· A Matilha

· O cão faz parte de uma matilha

· Desentendimentos

· Papel do líder

· A hierarquia é obrigatória

· Linguagem canina

· Como fazer uso da linguagem canina

· Liderança

· Quem é o líder da matilha

· Para o cão, nós somos cachorros

· Liderando com violência

· Ande na frente

· Inverta a situação

· Ganhe respeito e dê bons exemplos

· Amor incondicional

· Amor e entendimento

· Comportamento

· Punição

· Treinamento sem traumas

· A Troca

· Tipos de troca

· Objetos de troca

· Desafios e recompensas

· O valor da troca

· Como valorizar um objeto de troca

· Alternativas para a troca

(…)

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