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Prefeita petista compra brinquedos com cartão corporativo e jornalista acha pouco

O texto abaixo foi extraído do site Ceará Agora, e foi escrito pelo jornalista Donizete Arruda. Os comentários estão logo abaixo.

Veja pega no pé da prefeita Luizianne Lins

A prefeita Luizianne Lins é alvo de uma ampla reportagem da revista Veja que está chegando nas bancas neste sábado. Com o título ” A casa da mãe Joaninha – Uma sucessão de vexames públicos, escândalos administrativos, protestos populares e onda de boatos corroem o já minguado capital político da prefeita de Fortaleza” , a matéria retrata as dificuldades de Luizianne em seu penúltimo ano de mandato.

A reportagem de Veja escrita pela jornalista Júlia de Medeiros traz como nova denúncia apenas o uso do cartão corporativo da prefeitura pela própria Luizianne para fazer compras em uma loja de eletrônicos na Itália além do cartão ter sido usado em uma loja de brinquedos em Fortaleza. A investigação sobre esses dois usos do cartão corporativo, segundo Veja, corre sob segredo de justiça.

A polêmica matéria traz  quatro fotos – da prefeita Luizianne no carnaval de Fortaleza, da casa onde reside a mãe dela em Fortaleza, a investigada casa de praia na localidade de Batoque (Pindoretama) e nova praça Jardim Japonês na avenida Beira Mar .

Esse perfil escrito por Veja sobre a prefeita Luizianne Lins desgasta sua imagem nacionalmente. Luizianne é apresentada como a detentora do título de “a prefeita mais mal avaliada do País”, segundo o instituto Datafolha. E a revista paulista insiste em cutucar a prefeita de Fortaleza dizendo que “ela não deve perder o trono tão cedo”.

A prefeita Luizianne Lins se manifestou sobre dois assuntos levantados por Veja. Luizianne defendeu o uso de guardas municipais na segurança da casa de sua mãe Luiza Lins, afirmando que lá reside seu filho. Já sobre a construção da nova praça da avenida Beira-mar que Veja levanta suspeitas sobre as razões dela ter sido erguida, Luizianne declarou: a obra foi feita para homenagear a comunidade japonesa de Fortaleza.

Comentário:

É interessante o peso que o jornalista Donizete Arruda dá à reportagem. Diz que a revista Veja “pega no pé” por divulgar o mau uso nos cartões corporativos e prossegue avisando que a denúncia se refere “apenas ao uso do cartão corporativo para fazer compras em uma loja de eletrônicos na Itália“. Como assim “apenas“? A moral desse senhor não lhes parece bastante elástica?! A partir de que monta o delito finalmente será considerado delito por ele?

Na tentativa de desqualificar a reportagem – o alvo preferido é sempre a Veja -, o colunista inicia o texto com o velho estratagema da “perseguição” sofrida pelos pobres petistas. O problema é que até pra construir o ardil é preciso algum requinte, e isso o escriba definitivamente não tem. Tasca logo um “apenas” e cria uma tese maluca de que delito só é delito a partir do extravio de uma determinada quantia.

Pra finalizar, Donizete apresenta a resposta da prefeita para a reportagem. O detalhe é que ela só se manifestou sobre 2 assuntos. A reportagem tem uma penca deles, incluindo o pagamento de R$ 715 mil de cachê a Caetano Veloso. Sim, a bagatela de R$ 715 mil por um show solo! O cantor nega ter recebido a quantia. Já a prefeita também esqueceu de responder essa. Deve ter esquecido junto com as compras que fez com o cartão, afinal, quem não esqueceria de uma coisa dessas na correria do dia-a-dia?!

É meus amigos, até pra criar-se uma defesa é preciso de alguma qualificação. Se bem que, pensando melhor, hoje, nem isso.

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