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Prisioneiros VIP: Comitiva com governador e 26 deputados visita mensaleiros na cadeia

Do lado de fora, caravana petista leva funcionários públicos em horário do expediente para apoiar corruptos encarcerados

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Como era de se esperar, os corruptos do Mensalão se tornaram verdadeiros pop stars do Complexo Penitenciário da Papuda. Desde que foram levados ao novo lar, os dirigentes petistas tem recebido diversas autoridades e políticos graúdos. Informa a Folha de S. Paulo:

Em dia de movimentação intensa de familiares que se encontram com presos comuns no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, alguns condenados do mensalão receberam ontem a visita de uma comitiva de 26 deputados federais do PT e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Apesar de os condenados terem sido proibidos de receber familiares, os políticos tiveram o acesso liberado. O encontro durou cerca de 30 minutos numa sala reservada: estavam presentes José Genoino, José Dirceu, Delúbio Soares e Romeu Queiroz.

Segundo os congressistas, há um clima de revolta entre os condenados por causa das “circunstâncias” em que as prisões foram efetuadas, mas não houve críticas às condições da prisão, embora haja uma preocupação sobre a situação da saúde de Genoino.

Em nota, a assessoria de imprensa do GDF afirmou que Agnelo esteve na Papuda para “averiguar as instalações e acomodações” dos condenados no mensalão.

Os familiares que foram ver os presos comuns relataram mudanças na rotina da visita. Eles afirmaram que o ingresso no local ocorreu sem tumulto, além de ter havido maior cortesia na revista. “Hoje foi melhor do que nas últimas vezes. Levei um susto quando ele falou ‘bom dia'”, disse uma mulher que não quis se identificar, em referência a um policial.

As visitas acontecem às quartas e quintas das 9h às 15h. Para entrar no local, as mulheres passam por raio-x e revista e têm de usar roupas brancas, com restrições.

Logo após a visita dos congressistas, houve discussão entre manifestantes do PT e mulheres que esperavam desde a manhã de ontem o momento de visitar maridos e filhos. “Não acredito mais em deputado, senador”, disse uma delas. “É um direito seu [dizer isso]. A gente atravessou aqui só para conversar”, tentou dialogar a deputada Marina Sant’anna (PT-GO).

A recepção não foi boa. “Qual é a diferença? Só porque tem nível superior, porque roubou do povo?”, reclamou a mulher.

(grifos nossos)

Os ladrões ilustres contam até mesmo com tietes exibindo faixas e cartazes do lado de fora. O portal Terra descobriu que entre eles há funcionários públicos em pleno expediente, levados por uma caravana do PT:

Funcionários da prefeitura e da Câmara Municipal de Goiânia deixaram de trabalhar nesta quarta-feira para seguirem em caravana que levou militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde participaram de ato em apoio aos petistas condenados no processo do mensalão presos neste final de semana. Eles se juntam a outros militantes que estão na porta do presídio desde a chegada dos condenados. Entre os servidores que foram liberados estão dois funcionários do gabinete do vereador Carlos Soares (PT), que é irmão do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos condenados que cumpre pena no local.

Os faltosos são os servidores Allana Marinho, da Secretaria Extraordinária de Acompanhamento de Projetos; Ana Beiro, da Controladoria-Geral do Município; Reginaldo Barbosa, da Secretaria Extraordinária de Movimentos Sociais e Comunitários – todos com os nomes constando na folha de pagamento municipal -; além Christiane de Paula Rodrigues, estagiária no gabinete do vereador Tayrone Di Martino (PT); e Christiano Pimenta e Weldes Medeiros, motorista e chefe de gabinete de Carlos Soares.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Governo, pasta à qual está vinculada a Secretaria Extraordinária, informou que os faltosos serão “observados” e que as sanções serão aplicadas. A mesma resposta foi dada pela Controladoria-Geral do Município. As punições aplicadas podem ser o corte do ponto, mas em casos nos quais o não comparecimento é frequente, pode ser aberto um processo administrativo. No entanto, cada caso será analisado individualmente.

(grifos nossos)

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