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Privatizações do PT: governo paga para a iniciativa privada participar

PT empresta dinheiro a juros baixos, faz parte das obras e adianta parte do lucro que os vencedores terão.

Em 2006, Geraldo Alckmin partiu para a disputa pela presidência do país sem muita esperança. Desacreditado até mesmo pelos opositores do governo, partiu para o ataque e, nos últimos segundos, após o debate ao qual Lula faltou, conseguiu arrancar um segundo turno com o então presidente. Foi quando o PT apostou no desconhecimento da população, num inexplicável temor popular das privatizações, e garantiu a reeleição do seu candidato com um discurso para lá de lamentável.

Hoje o PT não só privatiza, como privatiza mal. Segundo o Estadão, o goverbo “abre o cofre para garantir o sucesso dos leilões“:

As empresas que ganharem os leilões terão até 70% dos investimentos financiados pelo BNDES, a juros subsidiados. Em ferrovias e rodovias, eles custarão a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2% ao ano. Além disso, os bancos oficiais e fundos de pensão se propuseram a participar dos consórcios administradores dos novos serviços, ficando com até 49% do capital. Para tanto, aportarão até R$ 12 bilhões.

(grifos nossos)

Doze BILHÕES.

No caso das estradas, haverá ainda a liberação de recursos do PAC para duplicar alguns trechos rodoviários para o concessionário. Serão 682 km de obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

(grifos nossos)

Traduzindo: o governo privatiza, mas 682 km serão arcados com dinheiro público.

No caso das ferrovias, que são uma fronteira nova, o governo foi além. Diante do risco de haver ociosidade nas linhas, já anunciou que vai comprar 100% da capacidade de carga. Vai, além disso, antecipar para o concessionário, a partir do segundo ano, 15% do que ele teria a receber ao longo dos 30 anos da concessão. Assim, ele terá fôlego financeiro para construir as linhas nos cinco primeiros anos, como está exigido no edital.

(grifos nossos)

Resumindo: o PT empresta dinheiro para que participem do leilão, paga com recursos públicos 682 km das obras, compra 100% da capacidade de carga e ainda adianta 15% do lucro que os vencedores teriam nos 30 anos de concessão. O mesmo governo que em 2006 só reelegeu seu candidato porque pediu ao brasileiro para que não votasse em quem, segundo eles, voltaria a trabalhar com privatizações.

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