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Projeto anticorrupção irrita Dilma Rousseff

Proposta promovida por Renan Calheiros e Eduardo Cunha cria sabatina para cargos em estatais

Dilma_Panelaco_EntrevistaA presidente Dilma Rousseff enfrenta dificuldades cada vez maiores no congresso. Leiam a reportagem abaixo da Veja.com:

A presidente Dilma Rousseff e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) voltaram a trocar farpas nesta terça-feira por causa do projeto em discussão no Congresso para a realização de sabatinas para os indicados a presidência de estatais e de sociedades de economia mista de capital aberto.

Em uma ofensiva clara para reduzir o poder do Palácio do Planalto no controle de empresas e bancos públicos, o texto encampado por Renan e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também impede que ministros ocupem conselhos de administração de estatais – a própria Dilma chefiou o Conselho de Administração da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena – e proíbe que dirigentes das empresas públicas tomem decisões contrárias aos interesses dos acionistas minoritários.

Pouco mais de um ano depois do início da Operação Lava Jato, a estratégia de Renan e Cunha, ambos alvos de inquéritos no STF envolvendo o esquema de corrupção na petroleira, é obrigar que nomes indicados pelo Executivo para comandar companhias como o BNDES, a Caixa Econômica, os Correios e a própria Petrobras a se submetam ao voto secreto dos senadores. Mais: o texto abrange “agentes políticos vinculados à União”, o que abre espaço para que indicações de cargos tradicionalmente utilizados como moeda de troca política, como postos de 2º e 3º escalões, também exijam o crivo do Senado.

A nomeação para cargos em estatais é uma tradicional moeda de troca para obtenção de apoio político. Com a descoberta de esquemas como o Mensalão e Petrolão, que compravam diretamente o apoio político, as nomeações se tornaram a principal forma do governo Dilma conseguir votos no congresso.

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