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PSDB apresenta na TV uma alternativa de fato válida para 2014

A continuar assim, é de se esperar uma campanha com debates bem mais ricos no ano que vem.

Desde que Collor se elegeu presidente com um tom até então inédito no país, tem sido cada vez mais raro uma campanha política se valer de ideais. Em seu lugar surgiram as estratégias traçadas em agências de publicidade sempre em sintonia com resultados de pesquisas de opinião pública. Ao ponto de os debates das últimas campanhas terem se tornado enfadonhos, uma vez que os principais candidatos chegavam a possuir o mesmo discurso a respeito dos temas mais em voga.

Por isso é louvável que a inserção do PSDB na TV na noite desta quinta-feira já traga não só alguns posicionamentos do partido, mas intenções que há até bem pouco tempo eram evitadas pelos marketeiros sempre temerosos de uma não compreensão por parte das camadas mais populares. Conduzido por Aécio Neves, o programa passeia pelo país em linguagem bastante acessível – o próprio jeito de falar do senador dá o tom ideal para a peça – levando às camadas mais populares ideias que costumam ser veneradas apenas no topo da pirâmide, numa iniciativa que lembra bastante o Capitalismo para Pobres.

Em resumo, Aécio Neves:

  • Defendeu o estímulo aos pequenos empreendedores.
  • Criticou a inflação que as camadas mais populares vêm enfrentando.
  • Defendeu que o controle da economia foi a grande conquista da sociedade brasileira e por isso deve ser melhor respeitada (em contraponto a pronunciamentos de Dilma nos quais ela dizia ser esta uma questão secundária).
  • Criticou o desperdício do dinheiro público em obras de infraestrutura mal conduzidas.
  • Defendeu que o trabalho precisa ser feito pelo setor privado e que caberia ao governo dar condições ideais para isso.
  • Defendeu o ensino profissionalizante.
  • Defendeu que quem vai salvar o Brasil é o brasileiro, não o governo. Caberia ao Estado apenas dar condições para isso.
  • Ao final, convidou para um hangout já mostrando que esta pode ser a ferramenta da vez em 2014.

A continuar assim, é de se esperar uma campanha com debates bem mais ricos no ano que vem. A oposição, como há tempos não fazia, há de se mostrar como uma alternativa real ao governo que tanto vem causando insatisfação a boa parte da população.

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