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PT conta com arrecadação pós-eleição para pagar a conta da campanha de Haddad

Partido já gastou um valor 20 vezes maior que o adversário no primeiro turno

Estes são o “consultor informal” e o “tesoureiro informal” da campanha do PT-SP

Matéria do jornal O Globo:

SÃO PAULO — A três dias do fim das eleições municipais, a campanha do PT em São Paulo, a mais cara do país, admite que fechará financeiramente no vermelho e já conta com doações após o resultado da disputa para reduzir a dívida acumulada até agora. O montante atual do déficit não é divulgado pela campanha, mas, em setembro, alcançava R$ 6,4 milhões, conforme prestação parcial de contas à Justiça Eleitoral.

O tesoureiro de Fernando Haddad (PT), Chico Macena, reconhece que a arrecadação ficou aquém das expectativas e espera que até o final de novembro, quando encerra o prazo dado pela Justiça Eleitoral para as doações, entre mais dinheiro.

— Na campanha eleitoral, nós realizamos quase tudo o que planejamos, apesar da baixa arrecadação. Nos próximos 30 dias, esperamos arrecadar mais para baixar essa dívida eleitoral — afirmou o tesoureiro petista.

Bancos doaram menos

No segundo turno, a campanha do PT tem reaproveitado o material impresso produzido na primeira etapa da disputa. A sigla constatou uma diminuição do número de doadores neste ano, em comparação a pleitos anteriores. Houve, segundo dirigentes do partido, redução das contribuições sobretudo de bancos, que têm alegado que os lucros neste ano serão menores que os projetados no início de 2012.

Os representantes petistas ouvidos pelo GLOBO justificaram a menor contribuição ao atual cenário econômico do país, cujo crescimento deve ser de apenas 1,5% neste ano. Há, porém, quem atribua a menor arrecadação ao impacto do julgamento do mensalão. O teto de gastos definido pelo PT para a campanha paulistana foi de R$ 90 milhões.

Do lado do PSDB, a previsão foi ainda mais ambiciosa, R$ 98 milhões. Nas duas campanhas, integrantes admitem que a arrecadação não chegará nem perto dessas estimativas.

No sábado, O GLOBO revelou que a campanha do PSDB em São Paulo também está enfrentando dificuldades na captação de recursos. Para evitar um rombo das contas no fim da eleição municipal, a campanha de José Serra optou por reajustar para baixo as despesas. O resultado prático foi um volume de material e cabos eleitorais nas ruas menor do que previram inicialmente para a reta final da disputa. Os vereadores eleitos reforçam o time tucano com militância própria.

Até setembro, o PSDB arrecadou R$ 8,1 milhões contra R$ 10,1 milhões dos petistas. Na época, o PSDB havia gasto R$ 809 mil contra R$ 16,5 milhões do PT, valor que cacifou a campanha de Haddad como a mais cara do Brasil.

(grifos nossos)

Comentário

Doação para campanha fora do período eleitoral? Não foi assim que, segundo a versão do PT, surgiu o mensalão? Pau que nasce torto…

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