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Retrospectiva 2013: em fevereiro, uma blogueira roubou a cena

Renan Calheiros, Petrobras, Lula, Haddad e os mensaleiros também protagonizaram várias manchetes.

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Fevereiro de 2013 começou com Renan Calheiros sendo acusado de desvio de dinheiro e falsificação de documentos. O grande destaque do mês foi defendido por José Dirceu, que chamou as acusações de “falso moralismo”. Prometeu fazer uma gestão mais transparente, mas viu seu filho usar dinheiro público para pagar despesas da família. Isso colaborou para que surgisse uma petição com mais de um milhão de assinaturas pedindo seu impeachment da presidência do senado. Em vão, como o tempo veio provar.

Mesmo desligado do poder público, o ex-presidente Lula tentou fazer seu barulho. Usou de sua influência sobre Dilma, prometeu a sindicalistas americanos fazer política até o dia de sua morte e, ao lado de Delúbio Soares, após dizer que seu sucesso incomodava os adversários, se comparou a Lincoln.

As mentiras do governo seguiram sendo desmascaradas. Divulgou números da balança comercial melhores que os reais, com apenas 2 reais “tirou” 13 mil famílias da miséria, usou mais de 7 bilhões de reais do FGTS para fechar as contas de 2012, e prometeu fazer reajustes mais frequentes nos combustíveis. Os gastos secretos chegaram próximo a meio bilhão após 10 anos de PT no poder, enquanto os gastos com a Copa batiam nos 26 bilhões de reais. Após o fiasco, o governo alterou o programa de concessão das ferrovias e rodovias. Quanto ao TCU, colocou sob suspeita 150 milhões de reais em incentivos do Ministério dos Esportes. Para completar, o PT ainda distribuiu uma cartilha bem questionável sobre o seu trabalho na presidência do país.

A Petrobras continuou aprontando das suas. Pagou mais de um bilhão de dólares por uma refinaria que custou pouco mais de 40 milhões sete anos antes, teve seu grau de investimento posto em risco e se tornou a segunda petrolífera mais desvalorizada do mundo.

Haddad também ganhou algumas manchetes. Criticou semáforos instalados na gestão da petista Marta, teve um de seus programas junto ao MEC denunciados pelo CGU, aproveitou o carnaval para demitir 400 funcionários e promoveu jantar para quitar dívidas de campanha.

Os quatro mensaleiros petistas participaram de evento do partido e chegaram a chamar de “Mentirão” o julgamento que os condenou a, somados, 36 anos de cadeia. No entanto, não conseguiram lugar ao lado de Dilma na festa que comemorou os 10 anos do partido no poder.

Enquanto casos de dengue triplicavam e a nossa inflação se tornava a sexta maior da América Latina, quem roubava a cena, para a surpresa de muitos, era Yoani Sánchez, a blogueira cubana constantemente hostilizada pela militância esquerdista em sua visita ao Brasil.

Amanhã serão revistadas as notícias do mês de março. Para relembrar o mês de janeiro de 2013, clique aqui.

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