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Retrospectiva 2013: em julho, Dilma prometeu trecho de metrô que já existia

Indo de encontro às “vozes das ruas”, governo manteve número de ministérios e planejou aumento de impostos.

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Julho de 2013 veio ainda na ressaca dos protestos do mês anterior com a notícia de que o governo apresentava a pior balança comercial em 18 anos. A mobilidade urbana, principal catalisadora das vozes das ruas, havia recebido apenas 25% da verba anunciada para o setor. Enquanto isso, o Planalto planejava ajustar seu caixa com mais impostos.

Haddad, após fugir de helicóptero da prefeitura de São Paulo, decidiu barrar projeto que previa a divulgação do custo da publicidade do governo. Ignorando mais uma promessa de campanha, não garantiu mais reurbanização na favela do Moinho. E seu Secretário da Igualdade Racial, Netinho de Paula, teve bens bloqueados pela justiça.

A Petrobras seguiu seu martírio com ações caindo ao menor valor em 8 anos, chegando, inclusive, a pedir empréstimo a banco japonês. Mas desta vez não estava só: o BNDES, que adiou a cobrança de contratos bilionários de Eike Batista, apresentou perda de 38% do patrimônio em 2 anos. Ainda no sentido de queda, quem também mirava o chão era o investimento em infraestrutura. Mas as despesas do governo subiam, ultrapassando pela primeira vez a marca do trilhão. Lula, inclusive, se mostrou a favor do aumento do número de ministérios.

Dilma deu parcialmente ouvidos a ele e decidiu não reduzir a estrutura ministerial. Ignorando a militância progressista, a presidente confirmou compra de banco para Edir Macedo e viu o uso de jatos da FAB aumentar em 39% no seu governo – até cubanos receberam autoridades brasileiras durante o carnaval graças ao trabalho da força aérea nacional.

Quanto ao PAC, uma das principais bandeiras da campanha de Dilma, apresentava um atraso médio de 4 anos em suas obras. Fechando o mês, a presidência prometeu o lançamento de trecho do metrô concluído mais de uma década antes.

Profissionais brasileiros desistiram do Mais Médicos por falta de direitos trabalhistas. De quebra, o Conselho Federal de Medicina entrou na justiça contra o programa. Quanto ao PT, teve muita dificuldade em explicar os protestos que ainda fechavam avenidas. E saiu com desculpas questionáveis como a de que seus militantes não iam às ruas por estarem trabalhando. Mas poucos acreditaram.

Para ler o que aconteceu no mês de junho, clique aqui.

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