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Só de Belo Monte, o PT teria levado ao menos R$ 150 milhões em propina

Segundo delator, norma no partido era cobrar das empreiteiras 1% de propina

O PT segue alguma norma? Segundo Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, sim. Ao menos quando o assunto era assaltar os cofres públicos. Em delação premiada acordada com a Lava Jato, o empreiteiro disse que era achacado pelo partido para devolver à sigla 1% de tudo o que conseguia de contratos com o governo. De uma siderúrgica ainda em construção na Venezuela teria vindo quase R$ 15 milhões. Mas e de obras ainda mais grandiosas, como a usina de Belo Monte? O delator garante que pagou R$ 150 milhões.

Petrolão pode não ter sido a denominação mais feliz pois serviu de justificativa para o STF dizer que se tratava de uma esquema na Petrobras, e tirar de Sérgio Moro qualquer roubalheira ocorrida fora da estatal. Segundo a Andrade Gutierrez, o esquema existia em em qualquer obra do governo.

O PAC, por exemplo, movimentou de início meio trilhão de reais. Se de fato havia essa norma, o PT pode ter surrupiado mais de R$ 5 bilhões em propina.

Um dia o brasileiro saberá o total.

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