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Socorro a distribuidoras de energia será de R$ 11,2 bi e terá 13 bancos

Adivinha quem vai pagar esta conta?

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Matéria da Folha de S. Paulo:

O Ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira (9) que a operação de crédito para socorrer as distribuidoras de energia será de R$ 11,2 bilhões.

O governo divulgou também a composição do pool de 13 bancos públicos e privados que vai colocar crédito à disposição das distribuidoras – que estão com problema de caixa por causa do custo extra decorrente do acionamento das usinas termelétricas.

O “sindicato de bancos” contará com a participação das seguintes instituições: Bradesco, Itaú, Santander, BTG Pactual, Citibank, J. P. Morgan, HSBC, Votorantim, Credit Suisse, Bank of America, Goldman Sachs, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

A operação de crédito será contratada pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). O valor total de R$ 11,2 bilhões é bem maior do que os R$ 8 bilhões anunciados inicialmente pelo governo.

No momento do anúncio das medidas de socorro ao setor elétrico, a equipe econômica afirmou que mais R$ 4 bilhões viriam do Tesouro.

No entanto, o que ainda não foi usado desse aporte do Tesouro (R$2,8 bilhões) será destinado para cobrir o deficit da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que cuida de despesas correntes, como iluminação pública e programas sociais.

Com a mudança de finalidade desse dinheiro, e a sinalização do Tesouro de que não poderia arcar com mais aportes, o empréstimo dos bancos ao setor teve de ser ampliado.

O custo dessa operação será paga pelos consumidores, por meio de reajustes tarifários, a partir do próximo ano.

CONTA DIVIDIDA

Regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgada na semana passada propõe que os gastos dessas empresas com financiamentos sejam diluídos, de forma homogênea, pelas tarifas dos consumidores de todo o país.

Ou seja, a conta será repartida independentemente do valor do financiamento dado a cada distribuidora.

O reflexo desse aumento na conta de luz ainda não está definido.

A agência reguladora disse que irá tratar o repasse como um “novo encargo” a ser incluído nas fórmulas que definem os reajustes das tarifas de cada distribuidora.

O repasse à tarifa foi a “blindagem” usada pela Aneel para dar segurança aos bancos no socorro.

(grifos nossos)

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