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STF rejeita ações contra abertura do impeachment

E mais: pelo sorteio de distribuição, todos os futuros questionamentos sobre o tema serão relatados por Gilmar Mendes

Falta de sorte ou má-fé deliberada? Pode parecer a primeira, mas segundo o STF foi mesmo a segunda. Senão vejamos: deputados petistas questionaram no STF a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. A ação foi distribuída, por sorteio, para o Ministro Gilmar Mendes, que é crítico dos descalabros do PT.

O que fazem os deputados? Desistem da ação. O que faz o Ministro? Proíbe a desistência, analisa o pedido e o nega, passando um verdadeiro sermão – afinal, o procedimento de retirada da ação após o autor “não gostar” do juiz pode ser interpretado como fraude à justiça e, ao fim e ao cabo, agride todo o Poder Judiciário.

Gilmar Mendes - impeachment

Numa tacada só, o PT obteve os seguintes resultados:

a) seu pedido foi negado;

b) tomou um sabão homérico e histórico por tentar desistir da ação e, pior ainda, a desistência foi negada;

c) por azar – aí é azar mesmo -, todos os futuros questionamentos sobre o impeachment, no STF, serão relatados justamente por Gilmar Mendes, o juiz do qual tentaram fugir.

Convenhamos, foi merecido.

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