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Suborno de US$ 1,5 milhão viabilizou compra de Pasadena

Segundo o ex-diretor de Abastecimento, a refinaria estava obsoleta e não trabalhava com o óleo produzido pela estatal.

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De acordo com o Zero Hora, a Justiça Federal liberou 35 arquivos que continham os depoimentos de Paulo Roberto Costa nesta quinta-feira, 12. O ex-diretor de Abastecimento afirmou que a compra da refinaria de Pasadena  foi um “péssimo negócio” e que só foi possível devido ao pagamento de suborno de U$1,5 milhão. Em 2008, a Petrobras pagou US$1,18 bilhão por uma refinaria que valia US$ 42,5 milhões.

Além disso, a refinaria de Pasadena era bem antiga (data dos anos 20 ou 30, do século XX) e feita para processar óleo leve, sendo que a Petrobras trabalha com o óleo tipo marlin, pesado. Para que pudesse trabalhar com o marlin, a refinaria teria passar por uma adequação técnica que custaria entre US$1 e 2 bilhões.

No depoimento, Costa diz:

Que Fernando Baiano ofereceu US$ 1,5 milhão para “não causar problemas” na reunião de aprovação da refinaria de Pasadena. Que o declarante aceitou o valor e Fernando operacionalizou a disponibilização desse valor no Exterior. Que não sabe ao certo, mas acredita que o valor tenha sido bancado pela Astra Petróleo.

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